Salvador - 19 de novembro de 2017
14 de novembro de 2017 - 11:22

Debate ajuda a repensar a Baía de Todos os Santos

Evento promovido pelo CORREIO Sustentabilidade discutiu projetos para o desenvolvimento da BTS e dos 18 municípios de sua borda

((foto: Betto Jr.))

O aproveitamento econômico eficiente da Baía de Todos os Santos (BTS) esteve no centro das discussões durante a 3ª edição do Fórum Internacional de Baías, que reuniu, ontem, na Casa no Comércio, em Salvador, empresários, poder público e entidades representativas que defendem a BTS.
O evento, promovido pelo CORREIO Sustentabilidade, lotou o salão de Eventos, na sede da Fecomércio-BA, e apontou caminhos para o aproveitamento da região, como defendeu o presidente da Rede Bahia, Antonio Carlos Júnior.

 “A Baía de Todos os Santos é a segunda maior baía do mundo, com um potencial econômico enorme. Precisamos buscar caminhos para estimular o desenvolvimento do turismo, transporte e atividade portuária de forma viável, eficiente e, sobretudo, sustentável”, afirmou.

Para isso, de acordo com o presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Adary Oliveira, a sede da Amazônia Azul vai precisar voltar a ocupar o posto estratégico que teve no passado enquanto um dos principais polos comerciais do país. “Uma série de equipamentos importantes foram instalados na Baía de Todos os Santos. O petróleo, por exemplo, foi descoberto aqui. A expectativa que eu tenho desse encontro está na possibilidade de fazer um plano diretor que possa trazer de volta a BTS para o centro de desenvolvimento do nosso estado”.

O diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Angelo Calmon de Sá Júnior, concordou: “É preciso aproveitar o fórum para discutir como podemos agregar na parte comercial, industrial e turismo, contemplando assim todos os setores produtos. Buscar esse consenso para fazer da Baía o que ela merece, com regras claras de fomento ao desenvolvimento”, destacou.

 Diante das oportunidades, a Prefeitura de Salvador reconhece a importância desse tipo de debate para direcionar as ações do poder público. “Além de fomentar essas discussões, o Fórum contribui para tirarmos daqui referências de intervenções que precisam ser feitas”, afirmou o secretario municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco.

Na pauta da gestão, entre as iniciativas, está a implementação de um Plano de Gerenciamento da Costeiro da Baía de Todos os Santos e de um projeto de Desenvolvimento de Turismo Sustentável nas Ilhas. “Estamos constituindo um Comitê Náutico  justamente para desenvolver a econômica náutica  e, com isso, apostar ainda na captação de eventos e ampliação das áreas de marina”, acrescentou Tinoco.

Iniciativa apoiada pelo chefe de Assessoria de Projetos e Parcerias da Embratur, Marcos Lomanto: “O turismo náutico é um forte produto para Salvador. Entendemos que é necessário  formatar um produto turístico que possa promover a BTS enquanto sede da Amazônia Azul”.

Também presente no evento, o secretário estadual de Turismo, José Alves, destacou o papel importante da regata Jacques Vabre, que saiu de Le Havre, na França, e teve a Baía de Todos os Santos como destino final. “1,2 mil pessoas participam do evento. É uma iniciativa que atrai não só visitantes, mas toda uma cadeia de turismo esportivo”, contou.

Mais negócios

 A Odebrecht é uma das empresas que atuam na BTS e que apostam na região como um polo de economia náutica. Para o gerente de comunicação da organização, Marcelo Gentil, é necessário governança para que a Baía de Todos os Santos seja vista como oportunidade de investimento.
“Fizemos um reposicionamento estratégico do Estaleiro Enseada que, além da sua vocação naval, serve como operador portuário que está pronto para voltar a operar, em busca de novos contratos”.

Diretor do WWI-Worldwatch  Institute no Brasil e da Associação Comercial da Bahia (ACB) e um dos organizadores do evento, Eduardo Athayde destacou as contribuições apresentadas  pelos diversos setores durante o Fórum.

“O debate foi aprofundado com parcerias estratégicas para promover a sede da Amazônia Azul junto a economia internacional do mar”, considerou.

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