Parcerias que podem ser repetidas
27.03.2017


Investir no aumento da capacidade produtiva de bens e serviçosquando a demanda está insatisfeita se constitui, sem dúvida, numa das práticas que contribui de maneira eficaz para o aumento da riqueza e da oferta de empregos, notadamente nas economias em desenvolvimento. A atração de novos investimentos tem sido uma preocupação presente nos planos de governo no Estado da Bahia. Muitas parcerias de sucesso, que podem ser repetidas, foram realizadas pelo governo com a iniciativa privada aproveitando oportunidades de negócios que trouxeram benefícios para todos. 

A Usina Siderúrgica da Bahia – Usiba foi empreendida diretamente pela Sudene no seu início, antes de ganhar a forma que a tornou conhecida como entidade desenvolvimentista. A única siderúrgica brasileira dotada de processo de redução direta com uso de gás natural foi posteriormente adquirida pelo Grupo Gerdau, líder na fabricação de aços longos. 

O projeto da Caraíba Metais, hoje Paranapanema, é outro exemplo. O Governo Federal, através do BNDES, adquiriu uma pequena usina de cobre eletrolítico em Camacuã, no Rio Grande do Sul, pertencente a uma empresa que detinha direitos minerários de uma mina de cobre localizada em Jaguarari, investiu US$ 1,5 bilhão na montagem de uma fábrica em Dias D’Ávila e passou a produzir fios e laminados de cobre para suprir o mercado nacional e exportar os excedentes. O projeto depois de pronto foi transferido para a iniciativa privada e é um caso de sucesso do parque industrial. 

Outro modelo que merece ser lembrado é o da criação da Nordeste Química S. A - Norquisa. A Companhia Petroquímica do Nordeste – Copene surgiu como empresa estatal subsidiária da Petroquisa, esta subsidiária da Petrobras, com o objetivo principal de instalar a Central de Matérias Primas – Cemap e a Central de Utilidades – Util, unidades importantes dentro do planejamento do Polo Petroquímico. À medida que outras empresas foram se constituindo dentro do sistema tripartite de capital, para montagem das fábricas de segunda geração do complexo industrial integrado, elas adquiriam participação acionária na Copene por exigência do BNDES. Com o passar do tempo essas participações superaram a participação da Petroquisa e se juntaram na holding Norquisa. Isso contribuiu para a realização de várias incorporações e fusõesque resultaram na criação da Braskem, uma das maiores petroquímicas do mundo. 

O exemplo da Central de Tratamento de Efluentes – Cetrel não fica atrás. Esta empresa foi constituída pelo governo do Estado da Bahia para instalar uma unidade de tratamento dos efluentes do Polo. As empresas do Polo ao adquirirem participação acionária na Cetrel passavam a ter vantajoso preço dos serviços prestados. À medida que eram realizados novos aumentos de capital o Estado da Bahia abria mão do exercício do direito de preferência e não subscrevia a parcela a que tinha direito. Assim a Cetrel foi privatizada, tornando-se, posteriormente, a maior companhia ambiental do País, tendo, inclusive, geradooutras empresas do ramo. 

Oportunidades de negócios para o estabelecimento de novas parcerias e transferências de propriedades não faltam na Bahia, a exemplo da passagem do aeroporto de Salvador da Infraero para a francesa Vinci, da edificação de um novo centro de convenções, da construção da Ferrovia Oeste Leste – Fiol e do Porto Sul em Ilhéus. Cabe ao estado negociar a parceria com empresários e identificar as fontes de apoio financeiro, de financiamento e mobiliário, para repetir os exemplos bem-sucedidos. 

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