Salvador - 20 de junho de 2018
12 de janeiro de 2018 - 10:29

Varejo vai movimentar R$ 66 bilhões este ano

O comércio varejista na Bahia vai crescer 10% este ano, o que deve gerar um faturamento de R$ 66 bilhões, dos quais pelo menos R$ 23,8 bilhões virão das redes de supermercados

 

Foto: Reginaldo Ipê

Entre os bairros de Castelo Branco e Vila Canária, a rede de Supermercados Dia  vai inaugurar mais uma loja ainda este mês. No mesmo bairro, comerciantes aguardam a abertura de mais uma loja da rede Atakarejo, que deverá ocupar um antigo centro de distribuição da Nestlé. Existe também a expectativa para a construção de um centro de distribuição da rede Atacadista Assaí, que passará a funcionar na área do antigo Cajazeiras Golf Club. As obras já começaram e a rede vai investir aproximadamente R$ 100 milhões e devem ficar pronta ainda este ano.

As informações que já com o dia a dia dos moradores dos bairros da região, que buscam informações sobre vagas de empregos e cadastramento de currículos e que refletem bem as expectativas da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomércio) que divulgou as projeções de crescimento para 2018, destacando o setor de supermercados como o mais promissor.

Segundo a Fecomercio, o comércio varejista na Bahia vai crescer 10% este ano, o que deve gerar um faturamento de R$ 66 bilhões, dos quais pelo menos R$ 23,8 bilhões virão das redes de supermercados. Ao contrário de 2017, quando o crescimento nas vendas registradas no último trimestre não foi suficiente para repor as perdas ao longo do ano, 2018 se inicia com mais otimismo na economia.  As vendas devem crescer 10% em 2018 na comparação com 2017 atingindo um faturamento de R$ 66 bilhões, ou seja, um aumento de R$ 6 bilhões a mais no varejo do Estado.

O presidente da Fecomercio na Bahia, Carlos de Souza Andrade, explicou que os resultados traduzem a volta da confiança do empresariado baiano nos rumos positivos da economia. “Sabemos que a melhora do setor de comércio de bens, serviços e turismo impacta diretamente na economia e na geração de emprego. Com o aumento da confiança do empresário, são retomados os investimentos e novos postos de trabalho. Acreditamos numa retomada da economia em 2018 após um ciclo amargo de crise e perdas para o comércio”, disse.

Otimismo

Na avaliação da Fecomércio, expressa na pesquisa divulgada no início deste ano, economia baiana deve seguir a tendência de crescimento no comércio varejista, a exemplo do que está a ocorrer no restante do país.  Segundo os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio oito dos dez setores do varejo com apenas um setor em estabilidade e outro segmento, pó de Concessionária de Veículos retração de 3%.

O destaque da pesquisa foi o setor de supermercados, que tem uma previsão de crescimento de 11%%, o que deve movimentar em todo o estado R$ 23,8 bilhões de faturamento. Por ter o maior faturamento do Estado, este setor exerce mais influência sobre o resultado final, o que significa 3,8 pontos percentuais em participação absoluta. Ainda de acordo com a pesquisa, os setores demais setores deverão crescer até 32%.

Dentre as áreas pesquisadas, deverão crescer em vendas os setores de Autopeças e Acessórios (+32%), Eletrodomésticos e Eletrônicos (+29%), Móveis e Decoração (+16%), Farmácias e Perfumarias (+11%), Vestuário, Tecidos e Calçados (+7%), Departamentos (+4%) e Materiais de Construção (+3%). A Fecomércio ainda revelou que o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou o ano passado com quase 84 pontos, 4% superior ao registrado no final de 2016. E o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) encerrou 2017 com patamar 8% maior que no ano anterior, de 107 pontos.

Na avaliação do presidente da entidade, Carlos Andrade, as condicionantes do consumo (renda, emprego e crédito) estão consolidadas e o reflexo no varejo da Bahia será neste aumento nas vendas estimado em 10% para este ano. “O cenário de curto prazo está dado, mas o quadro eleitoral é que pode acelerar, no longo prazo, esse novo ciclo de crescimento ou levar o país a um desarranjo das contas públicas com crescimento econômico limitado”, ponderou. “Enquanto não houver um pouco mais de clareza sobre o próximo presidenciável a economia vai continuar reagindo, com crescimento relativamente baixo, aproveitando a capacidade ociosa existente, mas sem a injeção dos grandes investimentos”, finalizou.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

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