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A Câmara Setorial de Petróleo e Gás da ACB

ACB OPINIÃO 324

  • 26 de setembro de 2018 - 09:13

Adary Oliveira – Presidente da ACB

Em 14 de dezembro deste ano a exploração de petróleo no Brasil estará completando 77 anos, quando que foi perfurado o primeiro poço comercial de Candeias, na Bahia. Desde 1953 prevaleceu o domínio estatal da Petrobras detendo o monopólio até 1997, data da promulgação da Lei do Petróleo, quando as empresas brasileiras, de capital nacional ou estrangeiro, eram proibidas de atuar na exploração e produção de petróleo e gás natural. Tudo ao contrário do que que se verificou na Colômbia, Estados Unidos e Canadá, países americanos que mais avançaram nesse negócio.

Uma Câmara Setorial de Petróleo e Gás (CSPG) está sendo organizada na Associação Comercial da Bahia (ACB) para reunir empresários e profissionais dedicados a atividades do poço ao posto, como se dizia antigamente quando a campanha “o petróleo é nosso” desejava que o monopólio se estendesse à distribuição e varejo, o que não aconteceu. As 26 empresas independentes empenhadas na exploração e produção (E&P), uma ao refino e dezenas na comercialização dos derivados, passam a discutir na ACB o destino do setor na Bahia. A produção de petróleo da Bacia do Recôncavo atingira no seu auge 150 mil barris por dia (bbl/d) e tem registrado apenas 28.887 bbl/d no último relatório de produção divulgado pela ANP, de julho de 2018.

A ACB sempre participou das discussões dos grandes problemas enfrentados pela Bahia atravessando os períodos de colônia, império e república velha, tendo anotado participação nas revoluções industriais e passado por duas guerras mundiais. Mais recentemente, com o movimento denominado de Empreendimentos da Bahia, a ACB comandou ações que levaram à criação do Centro Industrial de Aratu e início do planejamento do Polo Petroquímico de Camaçari. Coloca-se agora diante de um novo desafio ao propor iniciativas que levem empresas privadas a liderarem o setor de petróleo e gás da Bahia.

Embora a exploração mundial de petróleo seja feita predominantemente em terra, com cerca de 70% da produção, no Brasil, por decisão da Petrobras, a produção dos campos terrestres alcançou apenas 4,3% no mês de julho deste ano. As vantagens de terra se sobressaem por ser a exploração de mais baixo custo, o petróleo de melhor qualidade, movimentação e armazenamento de mais fácil execução e de levar os investimentos para o interior. Aqui na Bahia, além das bacias do Recôncavo e de Tucano, existem outras áreas que deveriam ser mais pesquisadas, inclusive no semiárido do município de Utinga e da Bacia do Rio São Francisco.

A CSPG deverá fixar objetivos em torno da promoção da participação de empresários e executivos do setor na discussão de temas e proposições relacionadas à atração de investimentos e maior participação das empresas locais nos novos projetos industriais e comerciais em curso no estado e no País. Deverão compor a CSPG empresários, executivos, técnicos, acadêmicos e funcionários públicos, estando em pauta a reativação do setor com reversão da queda de produção, transferência dos campos maduros, exploração do petróleo e gás de folhelho, desenvolvimento tecnológico, definição de novos campos, exploração dos poços desativados e instalação de novas fábricas. Além disso, pode-se ampliar a interação com os pequenos produtores da Colômbia, dos campos terrestres do Texas, nos Estados Unidos e de Alberta, no Canadá.

Claro que não podem ficar de fora das discussões os trabalhos estendidos às instituições de crédito, à realização de obras de infraestrutura principalmente vias de acesso, parques de armazenamento e dutovias. Também importante se obter maior celeridade no funcionamento dos órgãos de proteção ambiental. Espera-se que a CSPG traga bons resultados pera os empresários, mas também para a comunidade e governos, e possa contribuir de modo eficaz para o desenvolvimento da região.

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