acb

A crise sanitária da Covid-19 versus a crise política brasileira

ACB Em Foco*

  • 14 de abril de 2021 - 08:30

Paulo Cavalcanti – vice-presidente da Associação Comercial da Bahia

O cenário social do Brasil mais se assemelha a um filme de ficção. Atordoado, o brasileiro encontra-se no meio do fogo cruzado entre os três poderes que constituem a nação. Executivo, Legislativo e Judiciário há muito tempo não se entendem, e quem paga o preço somos nós, empresários e trabalhadores de todos os cantos do nosso imenso país.

Não há dúvidas de que a gravíssima crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 vem causando estragos sem precedentes históricos para a humanidade em todos os continentes e, no Brasil, os efeitos vêm sendo potencializados por uma crise institucional que parece não ter fim. No meio deste turbilhão, os cidadãos sofrem as consequências dessa guerra, com um enorme sentimento de impotência.

O vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Paulo Cavalcanti, vê a população imersa em informações não confiáveis, bombardeada por notícias falsas, além de estar aterrorizada. “Cada dia mais, pais e mães de família assistem ao avanço da insegurança jurídica, a perda dos seus direitos constitucionais, do seu ganha-pão e dos seus sonhos”, aponta.

Os brasileiros acreditam viver em um estado democrático de direito no qual, supostamente, existe a independência dos três poderes, o respeito a princípios fundamentais, como a liberdade de ir e vir, a liberdade de expressão, a iniciativa privada, a propriedade e, principalmente, o respeito à vontade do povo, que, em sua maioria, escolhe e elege seus representantes políticos. Porém a realidade não tem sido esta. “O que assistimos é uma minoria se aglomerando e afrontando os protocolos sanitários, gestores públicos completamente perdidos entre ciência e suas opiniões pessoais, adotando atitudes açoitadas e completamente desproporcionais que, até mesmo, fogem à sua competência. De todos os lados, vemos a pandemia ser utilizada como mero instrumento eleitoral”, afirma Cavalcanti.

A leitura que se faz do Poder Legislativo, que tem a função de ser porta-voz das aspirações e dos interesses da população, é que ele está cada dia mais afastado deste ideal. Para estes, ainda é possível o uso do voto e a possibilidade de mudança a longo prazo. Entretanto, a situação piora quando o Supremo Tribunal Federal (STF), protetor da Constituição, passa a agir com ativismo judicial e político, extrapolando seu papel de apaziguador e passando a atuar como um criador de conflitos políticos e sociais, invadindo competências, denunciando, advogando e decidindo de acordo com os ideais de seus integrantes, sem nenhuma divergência. É totalmente desproporcional o poder que tem o STF em relação ao povo, salta aos nossos olhos.

“No meio deste cenário, só resta a nós, cidadãos brasileiros, ou seja, todos aqueles que votam, assumirmos nossas responsabilidades e colocar ordem na casa. Nossas vozes precisam ecoar de forma ordeira e firme. Ainda temos a democracia como nossa grande aliada. Vamos reagir! Não queremos a desordem institucional. Se nossos representantes públicos não fazem a organização do Estado, vamos juntos assumir esse papel. É com a participação de toda a sociedade organizada que teremos nossas necessidades e direitos atendidos”, finaliza o vice-presidente da ACB.

*ACB em Foco – Publicada às quartas-feiras, a coluna cobre a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

Comentários

Equipe responsável

  • Maiara Chaves de Oliveira
    Secretária Executiva

    Maiza Almeida
    Secretária Executiva
  • www.acbahia.com.br
    presidencia@acbahia.com.br
    secretariadadiretoria@acbahia.com.br
    comissoestematicas@acbahia.com.br
    71 - 3242 4455
    71 - 99964 5725

Galeria de Fotos

  • Ops! Por hora não há galeria de fotos publicadas.
Outras Galerias

Vídeos

  • Ops! Por hora não há vídeos publicados.
Assistir todos