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A recuperação do Paço da ACB

  • 08 de setembro de 2021 - 09:25

Solenemente inaugurado em 1817, o palácio sede da Associação Comercial da Bahia (ACB) é uma jóia que, desde então, adorna o bairro do Comércio e encanta baianos e turistas que diariamente transitam pela Praça Riachuelo. Com notável mérito arquitetônico, a edificação em forma de pavilhão foi construída pelo arquiteto português Cosme Damião da Cunha Fidié, em estilo Neoclássico, sob os alicerces do Forte de São Fernando.

“O Paço da ACB faz parte da arquitetura remanescente do estilo na Cidade do Salvador, preservando, até hoje, os seus elementos decorativos que possibilitam a leitura do monumento, a informação do seu uso e toda a simbologia do seu conceito”, descreve o engenheiro civil e vice-presidente da ACB, Carlos Gantois.

Com mais de 200 anos de uso, a construção vem sofrendo com o desgaste natural. Diante disso, a diretoria da entidade está executando uma nova intervenção para preservação do seu acervo arquitetônico. Com recursos da iniciativa privada, de associados e programas incentivados, a previsão é que as obras sejam executadas ao longo dos próximos 18 meses.

Serão restauradas todas as fachadas, incluindo adornos, impermeabilização do piso do pódio frontal e posterior, obturações de lacunas na base das fachadas, reposição de 430 pedras de olaria preto e branco, recomposição das instalações elétricas, de ar condicionado, iluminação e sonorização, envolvendo ainda os jardins e os gradis, além de adequações necessárias para visitação pública, como implantação de acessibilidade (rampas e banheiros para pessoa com deficiência), elevador e monitoria patrimonial e virtual.

O projeto de restauro do palácio da ACB foi desenvolvido e será executado pelo Studio Argollo, que tem à frente o professor-restaurador José Dirson, o administrador Valdemar Silvestre e a consultora museológica Jane Palma. Por se tratar de um patrimônio tombado, todo o planejamento passou por análise, aprovação e autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a coordenação técnica de Flor de Lis Dantas e Cardoso.

Também vice-presidente da casa, Marcos Cidreira conta que o palácio sede guarda muito da história da cidade, do estado e do país. “Foi palco da chegada do Polo Petroquímico de Camaçari, da implantação do Centro Industrial de Aratu e de importantes avanços na indústria, no comércio, nos serviços e no agronegócio. Além de contribuir para o resgate da nossa autoestima, queremos que a recuperação do Paço da Associação Comercial da Bahia contribua ativamente para a retomada da nossa economia”, celebra o empresário.

Como complementa Gantois, a expectativa da diretoria da ACB é que, conjuntamente com a requalificação do bairro do Comércio, o desenvolvimento das atividades portuárias e uma programação turística para a região, a disponibilização da sede da ACB para eventos empresariais, sociais e visitação pública contribua também como mais uma opção de lazer e cultura para a cidade e para o estado.

Publicada às quartas-feiras, a coluna mostra a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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