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A Revitalização do Comércio

29 de janeiro de 2018 - 11:02

Adary Oliveira – Presidente da ACB

De há muito se fala na Revitalização do Comércio, bairro de Salvador semiabandonado após o deslocamento das repartições públicas para o Centro Administrativo da Bahia (CAB). Também pela preferência dada por muitos estabelecimentos particulares por novos bairros, como a Pituba e adjacências. Por lá ficaram as lojas tradicionais do comércio e as sedes das empresas de serviços portuários, principalmente as de intermediação financeira, logística, despacho aduaneiro, muitos intervenientes do Porto de Salvador.

Algumas atividades deslocaram-se espontaneamente para lá atraídas pelos amplos espaços dos edifícios desocupados e dos alugueres baratos, como universidades, call centers e comércio varejista. Todos externando cautela misturada com temor, devido ao policiamento precário do lugar. Se a Prefeitura de Salvador decidisse reduzir para 2% a tarifa de ISS, indistintamente para qualquer tipo de serviço, teria encorajado mais empresas e o resultado teria sido mais notado.

Aliás, a Prefeitura poderia dar contribuição maior para a revitalização se executasse com maior determinação a acertada escolha de transferir suas secretarias e empresas para lá, ao invés de construir um centro administrativo municipal. A decisão do remanejo tem-se parecida acanhada, pois muitos secretários insistem em ficar na modernidade dos edifícios contemporâneos nas novas avenidas, ao invés de renovarem as velhas edificações, outrora as mais suntuosas da cidade. Isso tem retardado a mudança para espaços dos mais próximos ao Paço Municipal. A revitalização pretendida dar-se-á com a ocupação dos imóveis e requalificação da infraestrutura. Esta vai desde o bom e ininterrupto funcionamento dos ascensores e aumento das áreas de estacionamento, e além disso, da segurança, iluminação das vias, reconstrução dos passeios e arborização das praças.

Alguns imóveis antigos chegaram a atrair a instalação de hotéis, como do lindo edifício dos azulejos da Praça Cairu, pretensão inviabilizada pela dificuldade de aprovação do projeto pelo IPHAN. Fala-se hoje no abrigo do Museu da Música no local, projeto de entusiasmo diminuído, conclusão que se tira por ter sumido da mídia. Os projetos do Call Center do Banco do Brasil, do Call Center Comunique e do Call Center Telemar, responsáveis pela criação de perto de dez mil novos empregos, também desapareceram. A rede de lojas Americanas, a Copa Clio, a Fórmula Renault e a Faculdade Baiana de Ciências (Fabac) não lograram êxito. Os incentivos fiscais foram insuficientes e a atratividade se enfraqueceu. Foram bem-sucedidos os projetos da Universidade Jorge Amado, Faculdades Pedro II e, temporariamente, a FTC.

Espera-se que a Prefeitura Municipal de Salvador, bem-sucedida em tantos projetos que revitalizaram e embelezaram muitos bairros da cidade, possa agora delimitar a área do Comércio a ser incluída no projeto, fazer o cadastramento dos imóveis desocupados, definir a melhor ocupação para esses imóveis, intervir na melhoria da infraestrutura, transferir o maior número possível de secretarias municipais, viabilizar o reforço da segurança, construir mais estacionamentos, reprogramar o sistema de transporte coletivo, enfim, tratar o Comércio como ele merece ser tratado. Ele já foi símbolo da cidade, palco de muitos acontecimentos importantes e sobretudo por ainda ser o portão de entrada para quem chega navegando pela belíssima Baía de Todos os Santos.

As ideias estão aí, existe entendimento entre governantes e empresários, a população vê tudo com bons olhos, os benefícios superam os custos em muito, só falta a vontade de fazer. Além da economia, as festas de São Nicodemos do Cachimbo, Conceição da Praia, Santa Luzia do Pilar, Procissão Marítima de Nossa Senhora dos Navegantes e Lavagem do Bonfim, que acontecem totalmente ou parcialmente no Comércio, voltarão a ter o esplendor e popularidade de antigamente.

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