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Associação Comercial da Bahia realiza debate sobre equidade na educação

  • 23 de setembro de 2021 - 14:01

A educadora e diretora do Centro Lemann de Liderança para Equidade na Educação, Anna Penido, foi a convidada do primeiro Ciclo de Debates do Núcleo de Educação e Cultura da Associação Comercial da Bahia (ACB), nesta quarta-feira, 22, para compartilhar ideias, motivações e estratégias de enfrentamento aos graves e complexos desafios da desigualdade educacional no país.

Realizado em parceria com o Movimento Via Cidadã, da Fundação Paulo Cavalcanti, e coordenado pelo professor e ex-superintendente de Educação Básica do Estado da Bahia, Ney Campello, o tema do encontro foi “Liderança para Equidade na Educação e a Função Social da Empresa”.

Como destacou o presidente da ACB, Mário Dantas, a ideia da entidade é agregar pessoas e projetos em torno de um tema urgente e importante para o desenvolvimento do Brasil. “É uma honra termos uma boa baiana à frente dos projetos da Fundação Lemann para a educação. Efetivamente, não vamos conseguir melhorar nosso ambiente empresarial e sequer a qualidade de vida da nossa população se nós não dedicarmos um olhar especial à nossa educação. E é com este intuito que estamos aqui hoje.”

Antes de apresentar os projetos, Anna Penido trouxe dados estatísticos que evidenciam a difícil situação da educação no país. Como destacou, a pandemia acirrou desigualdades e o risco de abandono escolar, principalmente no Norte e Nordeste que, historicamente, sofrem muito mais os efeitos das disparidades que contribuem para que sejam as regiões menos competitivas do Brasil. “A educação, que deveria ser fator emancipatório e redutor de todas essas desigualdades, perpetua e, muitas vezes, acirra as iniquidades”, acrescentou.

Na análise da educadora, o Brasil sofre um fenômeno de naturalização do fracasso escolar, com uma camada populacional sem nível adequado de formação, o que gera um custo social e econômico muito grande para o país. “Baixos níveis de aprendizagem deveriam ser considerados indicadores de ineficiência da política educacional e motivo de indignação e mobilização social. No entanto, são vistos como dificuldade inerente a determinados grupos de estudantes, considerados inaptos para o estudo”, pontuou Ana Penido.

Para reverter esta situação, a diretora destacou as estratégias do Centro Lemann de Liderança para Equidade na Educação, que incluem a realização de pesquisas aplicadas com os principais centros de estudo nacionais e internacionais para oferecer formação intensiva para que as lideranças educacionais do país possam assegurar aprendizagem e desenvolvimento integral com qualidade e equidade para cada estudante, sem que nenhum deles fique para trás.

Além de citar a escola pública como maior mecanismo para romper barreiras e permitir possibilidades concretas de ascensão social, Anna Penido apontou outros caminhos como ter altas expectativas em relação à aprendizagem de todos os estudantes, olhar de forma individualizada e oportunizar experiências pedagógicas adequadas para cada estudante para garantir o pleno desenvolvimento do seu potencial e oferecer escolas potentes, capazes de promover trajetórias e aprendizagem igualmente potente.

“Um salto dessa magnitude precisa contar com o envolvimento de muitos outros agentes, incluindo as lideranças empresariais, que têm a capacidade de mobilizar a sociedade, incentivar o poder público, colaborar diretamente com as escolas e promover oportunidades educativas para seus colaboradores e estimulá-los a acompanhar a trajetória escolar dos seus filhos”, convidou a educadora Anna Penido.

Em suas considerações, Ney Campello convocou os espectadores da live a fazerem o exercício de compreender a educação como uma agenda para o desenvolvimento nacional e se colocarem como protagonistas deste processo de mudança do qual tantos reclamam, mas pouco fazem. “E como estamos no começo da primavera, fazemos aqui a renovação do nosso compromisso com a educação, que certamente vai trazer muitos frutos para a sociedade brasileira”, poetizou o coordenador do Núcleo de Educação e Cultura da ACB.

Já o coordenador do Movimento Via Cidadã e vice-presidente da ACB, Paulo Cavalcanti, destacou a mobilização social como caminho para a promoção da equidade na educação. “São transformações sociais que nós só conseguiremos com conscientização e participação. Nós falamos muito em aumentar a qualidade da escola pública, mas nós não acreditamos na escola pública, não matriculamos nossos filhos na escola pública. Precisamos começar a encarar esta realidade para transformá-la”, finalizou.

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