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Consumo de produtos feitos no estado contribui para reaquecer economia baiana

  • 18 de setembro de 2020 - 09:20

Foto: Divulgação

Mais do que nunca, é preciso apoiar o comércio local. Contribuir com a economia gera maior visibilidade, sustentabilidade e novas oportunidades de bons negócios para a região, principalmente nesse momento atípico, no qual empreendedores estão enfrentando dificuldades impulsionadas pela pandemia da Covid-19, por ser um dos segmentos mais vulneráveis à crise.

O comércio está associado a geração de empregos, ampliação dos serviços, giro da economia, aumento da arrecadação de impostos, redução da poluição, diminuição dos desperdícios e de gastos. Uma cidade com maiores recursos, consegue investir melhor em infraestrutura, segurança, urbanização e outros.

Fomentar a economia da região garante a possibilidade para que diversos trabalhadores comecem ou fortifiquem investimentos nos seus negócios, estabelecendo maiores benefícios futuros para as grandes empresas.

A economia baiana, por meio de uma simples escolha do consumidor em valorizar o que é da casa, pode obter uma retomada das atividades comerciais de maneira mais ágil. O estímulo ao consumo de produtos e serviços produzidos na Bahia vem ganhando força com a campanha intitulada ‘Made in Bahia’, sem nenhum vínculo partidário, que visa o apoio e o fortalecimento das empresas baianas, atendendo todas as camadas da população, em um período de enfrentamento e de pós pandemia, ao compreender que as empresas precisam de impulso para retomar o fôlego.

Em estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) com 84 empresas, foi constatado que mais da metade obtiveram quedas superiores a 50% no faturamento.

O empresário Carlos Falcão, idealizador do grupo empresarial Business Bahia, que reúne 254 gestores em posições de alto comando em empresas que atuam no estado, afirma que o “BB como é carinhosamente chamado pelos seus membros, cresceu e passou a ser um coletivo virtual com representantes de dezenas de segmentos, e majoritariamente composto por sócios e alta direção das empresas, o que ampliou muito a atuação do Grupo”.

A valorização dos empreendedores locais, em um período de pandemia, contribui para a sobrevivência das empresas, mas, sobretudo, para o desenvolvimento socioeconômico da região. No entanto, Carlos destaca: “Não podemos falar de economia sem envolver sustentabilidade, ética, compliance e responsabilidade social, por exemplo. O lucro líquido deixou de ser a única variável que mede o sucesso das empresas e de seus executivos.”.

A campanha ‘Made In Bahia’ busca despertar a consciência da nossa população em privilegiar o consumo de produtos e serviços baianos. “Tudo é possível, desde que estejamos unidos com firmeza de propósito, sinergia no pensamento e transparência nas ações (…) e as conquistas são de todos. A nossa relevância está no coletivo, nunca no individual”, citou o empresário.

“A maior importância do ‘Made in Bahia’ foi despertar o assunto e trazer para o centro do debate a necessidade de priorizarmos os produtos e serviços locais. A campanha plantou a semente e abriu espaço para um futuro programa que gere vantagens competitivas para nossas empresas.”, acrescentou.

A campanha conciliou apoios de entidades e empresas, exercendo espaços expressivos e garantindo aderência no setor empresarial. Sendo assim, foi possível estabelecer um “espírito de baianidade”.

Nesse contexto, a Associação Comercial da Bahia (ACB) constituiu o ‘Made in Bahia’, para, em especial, assessorar as empresas baianas e fortalecer a produção estadual, por meio da priorização da fabricação e aquisição de produtos e serviços das empresas locais. Para Mário Dantas, presidente da ACB, a pandemia ocasionou prejuízos enormes e imensuráveis e com isso, se espera “um maior apoio das instituições financeiras para driblar essa situação o quanto antes.”

De acordo com Rodrigo Barbosa, sócio diretor da Essence Comunicação, uma equipe específica se voltou a realização da gestão publicitária da campanha ‘Made in Bahia’ para “cuidar da intermediação das empresas apoiadoras aos canais tradicionais de divulgação e às mídias online.”

“Trataram-se de mais de 100 empresas contribuindo para o sucesso da campanha e de uma repercussão nacional com um alcance de mais de 8 milhões de pessoas. Diria que superamos as expectativas e, com a ajuda de todos, criamos uma das maiores campanhas da Bahia em 2020.”, cita Eduarda Moura, líder de atendimento da Essence Comunicação.

Ao tratar da comunicação integrada, que perpassou por um intenso planejamento estratégico, capaz de alcançar espaços desejados e promover uma comunicação eficaz, Bruno Bastos e Lucas Abbehusen, sócios diretores da Essence Comunicação, afirmam que “o maior desafio da agência foi pensar em uma comunicação que conversasse com diferentes faixas etárias e em diversos veículos, tanto on como off. (…) Após os primeiros dados que tivemos acesso através do digital, percebemos que a aceitação era grande, não por um grupo específico, como geralmente acontece, mais sim por diversos. Isso posto, não houveram tantas dificuldades pois após avaliação, decidimos usar a estratégia de “crossmedia”, adaptando a campanha para diferentes meios de comunicação e respeitando as características próprias de cada mídia”.

Arena Fonte Nova

O presidente Dênio Cidreira, da Arena Fonte Nova – uma das empresas apoiadoras da campanha “Made In Bahia” e palco de grandes eventos, principalmente, desportivos – visualiza que os impactos da pandemia nos setores do turismo e entretenimento foram bastante significativos, ocasionando a reestruturação de todo o planejamento já estabelecido. “Estudamos alternativas para que a Arena continuasse a ser útil para a população e optamos por auxiliar à Prefeitura nas campanhas de vacinação contra o H1N1 e antirrábica. E apoiamos o Governo do Estado na implantação do Hospital de Campanha da Fonte Nova. Já montamos a logística para estarmos à disposição das autoridades públicas para aplicação em massa da vacina de prevenção à Covid-19, quando ela estiver disponível.”, afirmou.

Além disso, o presidente entende que o ‘Made in Bahia’ é fundamental para obtenção de uma retomada acelerada da economia no Estado, pois “o dinheiro circulando, prioritariamente dentro do nosso Estado vai possibilitar, através de um ciclo virtuoso, a criação de empregos e arrecadação de impostos. Na Arena Fonte Nova, mais de 90% das nossas despesas são com empresas baianas e com produtos produzidos na Bahia. Quando voltarmos a ter eventos com público faremos uma grande ação pró Made In Bahia na Arena.”

“Apesar da pandemia ter sido a situação mais grave das últimas décadas, o brasileiro não desanima, até porque está acostumado a vencer desafios e sempre encontra as oportunidades. Estou otimista de que vamos sair dessa ainda mais fortes e com mais vontade de celebrar a vida”, destaca Dênio, esperançoso de uma rápida recuperação da economia.

Zoom

Eduardo Mariano, sócio da Zoom – empresa apoiadora da campanha e espaço para um ambiente comunicacional robusto com diversas funcionalidades, dentre elas a videoconferência – relata que a pandemia gerou um clima de incerteza e insegurança nas pessoas. Porém, “a Zoom, imagem fruto de um trabalho de resiliência e reconstrução de ideias” não parou. Embora seus outros vínculos relacionados com o entretenimento tenham sofrido intensamente.

O empresário enxerga o otimismo como um fator importante para essa retomada, nos quais profissionais da área passam por frustrações, medos e aflições. “A palavra de ordem neste momento para quem tem resiliência e discernimento é ‘foco’. Estes seis meses de pandemia tem nos ensinado que acima de tudo está a vida, e foi neste contexto que procurei voltar minha produção, dedicando-me a colaborar na redução do contágio deste vírus. O que era uma necessidade e dever de cidadão, se tornou um negócio”, explica.

Ao ser questionado sobre o projeto ‘Made In Bahia’, ele cita que “não chamaria de campanha, mas sim de programa”.

“Estamos firmes neste propósito. Se temos opção de comprar na Bahia, é aqui que devemos nos fortalecer. (..) O Made In Bahia veio despertar nos empresários a riqueza que cada um pode oferecer”, descreveu Eduardo, enfatizando a importância e benefícios do investimento no consumo local.

Carlos Falcão

Carlos Sergio Falcão: engenheiro Civil, presidente da Winners Engenharia Financeira, Primeiro Secretário da ACB e Líder do Business Bahia | Foto: Divulgação

percebe os benefícios do estímulo das pessoas ao optarem por produtos e/ou serviços baianos sempre que possível?

Cenários adversos, exigem medidas especiais. Obviamente a ênfase no consumo de produtos e serviços baianos é uma quebra de paradigmas em um mundo globalizado. Porém precisamos conscientizar o consumidor das vantagens de privilegiar as nossas empresas, gerando mais renda em nosso estado e criando um círculo virtuoso, que permita a essas empresas uma retomada sustentada no pós pandemia, e em especial a geração de novos empregos.

Pensando em um contexto pós pandemia, qual análise das melhores estratégias que podem ser adotadas para evitar maiores prejuízos em relação ao comércio local?

O Made in Bahia é uma boa estratégia, mas sozinho significará pouco. Um programa de refinanciamento das dívidas tributárias também será importante. Porém o principal é que o crédito chegue na ponta, nas empresas. Essa semana tive acesso a uma pesquisa que me deixou muito preocupado. Apesar de representar 14.5% do PIB nacional, o Nordeste tem acesso a apenas 2% do crédito privado disponível. Isto demonstra claramente que nossas empresas dependem quase que exclusivamente de recursos dos bancos públicos, com opções mais limitadas na estruturação de operações no mercado de capitais. Será fundamental também a conscientização dos investidores baianos que devem pressionar os seus bancos a investir também na Bahia. Quem sabe se em breve não lançaremos a campanha “Baiano investe na Bahia”?. Fica a dica.

Os setores governamentais (Federal, Estadual, Municipal) apoiam com seriedade às empresas?

Durante o auge da pandemia sentimos falta de um debate mais próximo com nossos gestores públicos sobre as necessidades das empresas. Porém, é importante ressaltar que os governos municipal e estadual deram um exemplo ao país de relacionamento institucional nas medidas de combate ao vírus, o que certamente foi fator decisivo para que nosso sistema de saúde não colapsar, e estão de parabéns por isso. Em relação as medidas tributárias, a prefeitura de Salvador foi mais rápida e já apresentou o seu programa de refinanciamento das dívidas fiscais, em condições que julgo serem bem interessantes. As empresas baianas estão aguardando que o governo federal e estadual também divulguem os seus Refis.

Já o ministério da economia, apesar de ter demorado a perceber o tamanho da crise, adotou medidas importantes, como linhas bilionárias de crédito, o auxílio emergencial, a suspensão dos contratos de trabalho e a redução de jornada e salário que mitigaram os efeitos da pandemia na população em geral, protegeram empregos e sustentaram o consumo nesses últimos seis meses. Porém não posso deixar de comentar a péssima proposta de reforma tributária apresentada pelo governo que pretende criar a CBS de 12%, o que seria inaceitável para o setor de serviços, em especial na situação atual.

Fonte: Jornal A Tarde

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