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Cultura, lazer e gastronomia: conheça o melhor do Pelourinho

Veja os melhores locais para se hospedar, beliscar e curtir o que você só encontra nesse pedaço do Centro Histórico

  • 11 de dezembro de 2017 - 17:05
Famoso por suas inúmeras igrejas, museus, centros culturais, restaurantes e, principalmente, pela forte ligação com a cultura afrobrasileira, o Pelourinho (ou Pelô, para os íntimos) ainda tem bastante  coisa para ser desvendada, mesmo que o local seja um dos pontos turísticos mais visitados da cidade há anos.

Um dos primeiros de Salvador, o bairro foi tombado em 1985 pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Depois de um rolé pelas ladeiras de pedras, descobrimos os melhores lugares para se hospedar, as indicações do que visitar entre os pontos mais famosos, onde fazer uma pausa para descansar e se deliciar. Tudo sem sair de lá. Para facilitar, reunimos aqui as dicas.

ONDE FICAR

Hotel Villa Bahia
Fica no Largo do Cruzeiro de São Francisco. Com 17 quartos, ocupa dois casarões coloniais dos séculos 17 e 18. Fundado em 2006, é um hotel de charme, com móveis garimpados em antiquários e pinturas envelhecidas nas paredes. “Os prédios foram restaurados como eram”, conta Bruno Guinard, gerente do espaço. Ele conta que um dos principais diferenciais do hotel é a ligação com a história.

As acomodações possuem janelas com isolamento acústico, garantindo silêncio, mesmo quando passa o Olodum (Foto: Angeluci Figueiredo)

O espaço funciona todos os dias no café da manhã, almoço e janta, abertos para não-hóspedes. Os quartos, todos com nomes de locais da rota das especiarias, têm janelas com vidro duplo, que garantem isolamento sonoro. Ou seja, por mais que você esteja no Pelô, dentro do quarto não vai dar para escutar o Olodum passar. As diárias variam. Atualmente, ficar em um dos quartos custa a partir de R$ 700.

Casa do Amarelindo
O nome é uma brincadeira com“amar é lindo” e uma referência à cor amarela do prédio. “Era uma das formas de identificar a casa, quando ela não era numerada”, conta Gilles Barral, sócio-gerente do hotel. O espaço ocupa um casarão do século 19 na rua das Portas do Carmo, 6, e possui piscina com vista para a Baía de Todos os Santos. “Um dos nossos diferenciais é o fato de estarmos no meio do Pelourinho, perto de tudo”. São apenas 10 quartos, seis deles com janelas voltadas para o mar. Além disso, possui um solário também voltado para a Baía.

O hotel possui 10 quartos de luxo e um terraço com vista para a Baía de Todos os Santos (Foto: Angeluci Figueiredo)

Nesse local, que fica no último pavimento do hotel, entre 16h e 20h são servidos petiscos. O mais pedido é o tartar de salmão com pimenta verde (R$ 25). O hotel também possui um restaurante que funciona todos os dias, das 12h às 22h15. Um dos carros chefes da casa é o medalhão de filé mignon recheado com bacon e mostarda em grão ao molho de açaí com gratin de batata doce (R$ 89). Os valores das diárias variam entre R$ 550 (quarto sem vista na baixa temporada) e R$ 990 (com vista na alta temporada).

Laranjeiras Hostel
Opção para quem quer pagar pouco. Instalado em um casarão colonial, o albergue possui 19 quartos, sendo seis deles compartilhados, que acomodam até sete pessoas, divididos em masculinos e femininos. “Separamos assim para casos de viagens individuais, o que pode mudar a depender do cliente.

Se ele quiser reservar o quarto para um grupo de amigos, não tem problema”, explica o proprietário, Cláudio Alban. A diária dos quartos coletivos custa a partir de R$ 37. Além disso há quartos duplos (R$ 134) e triplos (R$ 145). A hospedagem garante o café da manhã. O banheiro é compartilhado. O local tem ainda creperia e bar, abertos ao público, com caipirinha dobrada a R$ 10 nas terças-feiras. O hostel fica na Rua da Ordem Terceira.

O QUE VER

Casa do Benin
Inaugurado em 1988, o espaço fica em um casarão na Rua Padre Agostinho Gomes, perto do Taboão. A fachada mantém características coloniais e, internamente, a arquitetura foi desenvolvida por Lina Bo Bardi, que preservou elementos antigos e uniu a outros modernistas, como o concreto. O local tenta resgatar a relação da Bahia com o Benin, região de onde saiu o segundo maior contingente de africanos escravizados para o Brasil. “A presença maçiça dos beninenses influenciou consideravelmente a cultura da capital baiana, principalmente na religião, culinária, moda, língua, música”, explica Chicco Assis, gerente de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos, responsável pela administração do local.

A Casa do Benin resgata a relação entre a Bahia e o país africano (Foto: Angeluci Figueiredo)

A Casa do Benin possui uma sala de exposição permanente do seu acervo, uma de mostras temporárias, além de um miniauditório, sala multiuso e área externa com restaurante e uma tata-somba, réplica de uma edificação beninense. O acervo é composto por cerca de 200 peças originárias do Golfo do Benin, colecionadas pelo fotógrafo francês Pierre Verger ao longo de suas expedições realizadas à África.

Também possui peças relacionadas à cultura afrodiásporica, doadas por artistas e instituições e peças do Museu da Cidade. O espaço recebe visitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é gratuita, mas a partir de janeiro será cobrada uma taxa de R$ 4.

MuseuUdo Knoff
Fica na Rua Frei Vicente, 3, e foi inaugurado em 1994, a partir da coleção de azulejos do ceramista alemão Udo Knoff, que idealizou o espaço. “Ele veio para Salvador na década de 1950 e começou a se encantar com a azulejaria da cidade”, conta Renata Alencar, coordenadora do espaço.

O artista foi um dos nomes mais importantes da azulejaria moderna no Brasil. “Ele percebeu que muitos deles seriam perdidos na história sem registro”, explica ela, sobre um dos motivos dele ter pensado em criar o museu. “Salvador foi o lugar escolhido por ter um dos maiores repositórios de azulejos do Brasil, principalmente de azulejaria de
padronagem”, continua.

O Museu Udo Knoff conta a história da azulejaria e possui obras do ceramista alemão. (Foto: Angeluci Figueiredo)

O museu conta com dois andares. No térreo é possível ver peças criadas por Udo e ter uma visão cronológica da existência do azulejo do século 15 ao 20, incluindo sua chegada ao Brasil, no século 17. “No andar superior temos réplicas de obras tanto de Udo quanto de outros ceramistas e artistas que pintavam com ele, como Carybé”, comenta Renata.

Também no segundo andar, um espaço é reservado para exposições temporárias, algumas delas resultados de parcerias com escolas e outras instituições. O local está aberto à visitação de terça-feira a sábado, das 13h às 17h, com entrada gratuita.

ONDE BELISCAR

Chocolate Marrom Marfim
Que tal uma pausa para descansar das ladeiras tomando um café? O local existe há 25 anos na Praça Pedro Archanjo. “Meu irmão tinha uma fábrica de chocolates em Ipiaú, onde eu trabalhava, quando vim para Salvador e comecei a fazer isso aqui”, conta a proprietária, Rita Brandão. O espaço também produz trufas e doces finos.

As trufas de Cointreau, licor de cereja, cupuaçu e prestígio não podem faltar. (Foto: Angelucci Figueiredo)

O chocolate, ela garante, vem de Ilhéus. “O que não pode faltar aqui são as trufas de Cointreau, licor de cereja, cupuaçu e prestígio”, explica. Mas revela que os mais queridos do cardápio são os de doce de leite, brigadeiro branco e brigadeiro de churros. Cada uma custa R$ 2. Já os doces finos saem por R$ 2,20. Opção para o calor, o Ice Capuccino custa R$ 10, mesmo preço que o chocolate gelado.

Le Glacier Laporte
A sorveteria fica no Largo do Cruzeiro de São Francisco, próximo à famosa igreja. O dono do espaço, Georges Laporte, veio da França com sua família com o sonho de abrir uma sorveteria artesanal. “Nós morávamos na França e resolvemos vir para cá porque era minha terra”, conta Margarida Laporte, esposa de Georges. São mais de 70 sabores, sendo 60 deles criações de George. Entre os mais originais estão o Oriental, produzido à base do creme da fava de baunilha trazida de Madagascar, curry, damasco, tâmara e passas.

Outros sabores exóticos também estão no cardápio como o chocolate com geleia de pimenta rubra, canela ao leite e canela com banana e maçã. Um especial foi feito em homenagem à mulher, chamado martinica: à base de casca de limão e adoçado com rapadura de coco, o doce preferido de Margarida. Todos os sorvetes são feitos sem emulsificantes, corantes, banha ou liga. “Os de fruta são 100% do suco”, garante ela.

A mais nova criação da casa é o Caraíba, mistura dos sucos de acerola, limão e um leve toque de gengibre. Uma bola no copo custa R$ 8, duas, R$ 12. No cascalho fica só R$ 1 mais caro.O pote de 2 litros varia entre R$60 e R$70. O local ainda vende salgados variados e, mais recentemente, tem apostado nos crepes. O valor varia entre R$ 15 e R$ 30 reais e conta com 23 opções: 10 salgadas e 13 doces. Na lista dos mais pedidos estão os sabores peito de peru, presunto parma, atum e frango. Entre os doces, as sugestões do chef são pasta de avelã com banana ou abacaxi com canela.

Tropicália Gelato&Caffé
Existe desde 2016 e fica um pouco depois do Elevador Lacerda, entre a Praça Municipal e a da Sé. O sorvete é vendido em bolas e os valores variam de acordo com o número. Uma custa R$ 6, duas, R$ 10, três, R$ 15 e quatro, R$ 18. São 24 sabores que se alternam ao longo dos dias. Entre os mais vendidos estão gengibre, capim santo, coco verde, amarena, nata goiaba e os de frutas como manga, abacaxi, cajá, umbu, graviola e mangaba.

Fonte: Jornal Correio da Bahia.

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