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Deram Um Nó no Trânsito

ACB OPINIÃO 363

  • 23 de maio de 2019 - 09:11

Advogado, Membro do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia

Está faltando um mínimo de bom senso no planejamento do trânsito na região do Comércio, em Salvador.

Primeiro, na reconstrução da Praça da Inglaterra, quando se impediu que os veículos vindos pela Avenida da França continuassem a usar o costumeiro acesso à Ladeira da Montanha através da via que marginava a praça. Foram meses, enquanto duravam as obras, de grande transtorno para o tráfego de veículos, inclusive dos ônibus que por ali tinham acesso à Cidade Alta.

Agora – ao que tudo indica, pela perseverança no erro – aqueles mesmos planejadores da administração municipal conseguiram dar um nó no trânsito daquela área. Inacreditável, mas é verdade.

Reparem bem, o fluxo de veículos que demandam a zona do Comércio provém uma parte da península Itapagipana, através da Calçada, e outra boa parte é procedente de várias regiões da cidade tendo acesso ao Comércio pelo Túnel Américo Simas. Todos esses veículos têm hoje como única opção ingressar na Avenida da França – para aqueles que se destinam ao próprio Comércio – ou a via paralela dos Armazéns das Docas, para os que se dirigem à Avenida do Contorno.

Ocorre que as duas ruas que antes permitiam o retorno ao Comércio estão bloqueadas por ordem dos ditos planejadores do trânsito, restando apenas, àqueles que se destinam ao próprio Comércio, o retorno ao lado do Mercado Modelo para a Praça Cairu. Esta tornou-se a única opção para dar vazão ao tráfego dos veículos  que se dirigem ao Comércio e não sejam provenientes da Avenida do Contorno.

Desse modo – vejam só o absurdo – todos os veículos que obrigatoriamente se dirigem ao Comércio através da via dos Armazéns das Docas ou da Avenida da França são agora obrigados a fazer o retorno pela Praça Cairu e ali vão se juntar ao volumoso tráfego proveniente da Avenida do Contorno.

Consequentemente, toda essa confusão que se instalou no tráfego de veículos que se destinam ao Comércio faz com que os ocupantes desses veículos percam tempo precioso, que estariam dedicando às suas atividades laborais e são obrigados a uma inútil espera até chegar ao seu destino.

Além de amargar pessoalmente essa experiência, pois ali no Comércio desenvolvo a minha atividade profissional, tenho ouvido o depoimento de muitas pessoas que se queixam dessa absurda situação. Percursos que se costuma fazer em cinco ou no mais tardar dez minutos, seguramente não se consegue em menos de meia hora. E, vale lembrar, todos aqueles que trabalham ou têm seus negócios na região do Comércio são obrigados a pagar regulamente o IPTU para não incorrerem nas multas, juros e demais cominações legais. Que nos deixem, pois, trabalhar para termos condições de pagar o nosso imposto em beneficio da própria comunidade.

(Artigo publicado na edição de 20/05/2019 no jornal A Tarde)

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