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Em painel, cientista político fala de reformas e faz críticas ao sistema

Sobre Michel Temer, o painelista disse que ele deve ser lembrado como o presidente que usou sua impopularidade a seu favor

  • 19 de outubro de 2017 - 18:21

Não estamos em um bom momento da política brasileira: assim o cientista político Fernando Schüler iniciou seu bate-papo com os empresários que participam do 4º Fórum Nacional CACB Mil e do Congresso Empresarial Paranaense. Segundo ele, não se pode pensar política em nenhum lugar do mundo, sem levar em consideração o momento que a democracia vive: de mal-estar.

Fernando Schüler. Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer.

“Nossa sociedade está um pouco confusa das ideias. Fazemos manifestações onde cada um defende sua própria agenda, não um assunto coletivo”, disse.

Como exemplo, Schüler citou a reforma da previdenciária brasileira. Segundo ele, o Brasil gasta com a Previdência 12% do que arrecada, quando não deveria gastar mais que 5%. O cientista político contou a história de um jovem professor, que é contra a reforma, pois tem o desejo de se aposentar aos 53 anos e se tornar poeta.

“Como um jovem que acabou de entrar no mercado de trabalho e que tinha tudo para pensar no futuro, empreender e ficar rico está preocupado em se aposentar aos 53? Por que não montar um portal inovador de poesia e crescer? ”, questionou Schüler.

Shcüler destacou que a reforma trabalhista, que entra em vigor em novembro, foi feita justamente para dar segurança jurídica e dar espaço a novas tecnologias e meios de trabalho. “É uma oportunidade de devolver à sociedade algo que o governo tem tirado há anos”, disse. Para ele, a reforma livrou o país de uma bomba, resultados de duas ditaduras do País: o imposto sindical.

Sobre a reforma política, o cientista disse que o voto distrital misto não foi aprovado porque os deputados que estão no Congresso têm medo de não serem reeleitos. “Se eu tiver voto distrital eu vou ter que bater chapa com um partido grande no meu distrito e só vai entrar um, é o que pensam”, criticou.

Schüler fez ainda diversas críticas ao sistema, como por exemplo ao gasto do governo com a produção de informação. Ele conta que, recentemente, a TV Brasil ficou cerca de duas horas com zero de audiência. “Isso em um momento em que temos uma imensa produção de informação gratuita no mundo”, declarou.

Outra crítica do cientista político é com relação ao fato de o governo brasileiro regulamentar coisas que chamou de absurdas, como o sabor do cigarro ou a proibição da publicidade infantil “É preciso tratarmos as pessoas como adultas e deixar que a sociedade decida essas coisas, não o governo”, opinou.

Fernando Schüler lembro ainda que o presidente Michel Temer deve ser lembrado como o presidente que usou sua impopularidade a seu favor. “Tomou diversas medidas que eram necessárias, mas que nenhum governo popular conseguiu fazer”, disse.

Fonte: CACB

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