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ESG: é preciso compreender, adotar e disseminar

ACB em Foco*

  • 09 de junho de 2021 - 08:49

Leandro Trindade Ferreira é engenheiro, especialista em Gestão Integrada de Zonas Costeiras (IZCM), empresário e membro do Núcleo de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ACB

No universo da gestão, não é raro encontrar neologismos e termos técnicos que confundem mais do que esclarecem. Eis que surge um capaz de se estabelecer nas instituições públicas e privadas mundo afora. Trata-se do ESG, sigla oriunda das palavras ENVIROMENTAL, SOCIAL e GOVERNANCE; do idioma inglês. Quando traduzidas, se equivalem a AMBIENTAL, SOCIAL E GOVERNANÇA. Apoiam o conceito de sustentabilidade, abrangendo várias questões consigo.

No quesito ambiental, aponta-se: descarbonização, eficiência energética, digitalização, gestão de resíduos, externalidades, dentre outros fatores. No caráter social, vale ressaltar: benefícios que a instituição promove nos meios onde está inserida, políticas de isonomia, respeito à dignidade e às diversidades, valorização do trabalhador, além de outros tópicos vinculados ao tema. Na governança, destacam-se: ética, transparência, compliance, accountability, segurança jurídica e combate à corrupção.

Esse tripé de letras sustenta o que o Fórum Econômico Mundial batizou de Capitalismo de Stakeholder ou capitalismo com propósito. O entendimento é que o lucro não serve como parâmetro principal para demonstrar quais negócios são, de fato, sustentáveis. Utilizar o PIB como medida de prosperidade nacional também se revela um equívoco. Nesse sentido, os princípios ESG têm o intuito de promover uma nova visão sobre a viabilidade das empresas, projetos e políticas públicas.

Alinhados a essas práticas e aos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – da ONU, bancos de fomento e os convencionais de mercado não mais disponibilizarão recursos financeiros para atividades que não atendam aos critérios ESG, com base em padrões quantitativos e qualitativos.

Não obstante, a inovação, com seus múltiplos aspectos, será preponderante nas ações demandadas pelo mundo. Entendê-la como o caminho rumo às transformações, via ESG, é fundamental para alcançarmos o bem-estar socioeconômico. Para tanto, toda a cadeia produtiva, com indústrias, comércios, prestadores de serviços e governos, tem que se adaptar a essa nova realidade.

É mister salientar que as perspectivas dessa reengenharia colocam o Brasil como peça-chave desse movimento. Especialistas estimam que possuímos o potencial de uma Arábia Saudita nos negócios em ESG, em alusão à pujança deste país do Oriente Médio no setor de petróleo.

Seguir princípios, critérios e parâmetros ESG para a gestão pública e privada, gerando e agregando valor, respeitando as partes interessadas, mitigando riscos, monitorando a econometria dos resultados atrelados às boas práticas e buscando inovar de maneira constante será o novo normal do desenvolvimento sustentável.

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