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Henri Slezynger é o 8º condecorado com Medalha do Mérito Empresarial Conde dos Arcos

  • 16 de julho de 2019 - 10:36

Foto: Hitanez Freitas

A outorga da Medalha do Mérito Empresarial Conde dos Arcos ao empresário Henry Armand Slezynger marcou as comemorações dos 208 anos de fundação da Associação Comercial da Bahia, na noite desta segunda-feira, 15/07.

A mais alta honraria concedida pela casa foi instituída em 16/12/1986 para homenagear empresários de notável conduta pública que tenham prestado relevantes serviços ao desenvolvimento econômico, social e cultural da Bahia através da sua ação empreendedora.

“Todos os homenageados fizeram mudanças extraordinárias em nossa sociedade. Um incansável da produção industrial, Henry Armand Slezynger foi um dos primeiros empresários a acreditar no Polo Industrial de Camaçari. Trata-se de um belga-paulista, um paulista-baiano, que, por toda sua trajetória, merece nossos aplausos”, justificou Adary Oliveira, responsável pela indicação.

Durante a homenagem, Henry Armand Slezynger não escondeu a satisfação com o reconhecimento do seu trabalho. “Recebi está notícia como uma surpresa. É um motivo de muito orgulho ver que as quatro décadas de trabalho aqui na Bahia estão sendo reconhecidas. Quando Fernando Mascarenhas me disse que a Bahia me receberia de braços abertos, vim e trouxe minha empresa e minha família”, comemora o homenageado.

Durante os últimos 32 anos sete empresários foram agraciados com essa comenda: Norberto Odebrecht, criador da maior empresa de engenharia do país; Mamede Paes Mendonça, instituidor de monumental cadeia de abastecimento em Salvador; Fernando Corrêa Ribeiro, destaque do comércio varejista no suprimento de materiais de construção; Alfeu Simões Pedreira, fundador da maior empresa do setor de turismo da região; Euvaldo Carvalho Luz, o esbelto empresário da indústria e dos shoppings centers; João Batista de Andrade, campeão nacional da agropecuária; Geraldo Dannemman, instituidor dos royalties de petróleo.

Trajetória de trabalho

Henry Armand Slezynger nasceu na Bélgica no dia 26/04/1936, graduou-se em engenharia química no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde também cursou o mestrado. Em 1966, fundou a Proquigel em São Paulo para sintetizar resinas usadas na indústria automobilística e, em 1976, quando o Polo Petroquímico de Camaçari estava sendo construído, desembarcou na Bahia plantando a Central de Polímeros da Bahia (CPB). Em 1978, ano da inauguração do Polo, a CPB já fabricava as resinas SAN e ABS. Dai em diante ele não parou mais de investir, sendo um verdadeiro capitalista, reaplicando na indústria todo lucro vindo dos seus negócios. Em 1988 associou-se ao Grupo Mariani e fundou a Policarbonatos do Brasil, primeira fábrica de policarbonatos do hemisfério sul, resina usada na fabricação de para-brisas de aviões, vidro para blindagem de automóveis e embalagens.

As diversas fábricas que mantém na Bahia produzem acrilonitrila, estireno, acetonacianidrina, metacrilato de metila, chapas acrílicas, sulfato de amônio e garrafas PET. Aos 83 anos de idade acabou de anunciar a inversão de R$ 90 milhões na construção de fábrica de ácido sulfúrico, a segunda maior do País. Também está participando da licitação promovida pela Petrobras para arrendamento das fábricas de fertilizantes de Camaçari e Laranjeiras (Sergipe). Na indústria petroquímica Proquigel é o segundo maior grupo privado da Bahia e do Brasil, ficando atrás apenas da Braskem, com fábricas em São Paulo, México e Estados Unidos.

Todavia, seu fôlego não parou por aí. Desenvolve em Candeias exuberante ação social mantendo duas instituições de ensino:  Centro de Educação Gisella Tygel, da Creche ao 5º ano do Ensino Fundamental com 750 alunos de 2 a 11 anos, 26 professores, 17 auxiliares e total de 74 funcionários; e Escola Técnica XIV de Agosto com 470 alunos de 12 aos 15 anos, com cursos técnicos de química e segurança do trabalho, proporcionando estágio e emprego para muitos de seus alunos.

Os moradores de Candeias consideram essas duas escolas um presente dos céus. Um deles, de nome Edvalmira de Jesus Bispo (Edy Bispo), usou a poesia para assim se expressar: “Na “guerra” contra toda a ignorância, marginalidade, violência, opressão… Pais, professores, famílias, sociedade, precisamos nos preparar com armas e munição. A munição é o conhecimento. A arma? É a educação!”

“Essas e outras coisas fazem o Henri merecedor da Medalha do Mérito Empresarial Conde dos Arcos, enriquecendo a lista de empresários que dignificam a Bahia e o Brasil. A ACB, ao prestar essa homenagem, atesta a sua crença na existência de mortais transformadores, sempre acreditando que não existe tempo ruim e adverso capaz de impedir a realização do bem e a construção de um mundo cada vez melhor”, finaliza Adary Oliveira.

Texto: Antônio Nykiel

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