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Inovar para crescer

Receitas para ter um negócios de sucesso foram dadas por especialistas que participaram ontem de mais uma edição do CORREIO Encontros

  • 30 de outubro de 2017 - 14:17

Depois de uma queda no movimento de venda de suas tortas e bolos, a empreendedora Sinara Fonseca, 40 anos, dona de um ateliê no bairro de São Cristóvão, decidiu que era hora de inovar para voltar a ter seus rendimentos. Foi aí que resolveu oferecer cursos de confeitaria e encontrou ali  uma saída para a sua situação. Ela é um exemplo de como uma empresa pode dar certo se o proprietário buscar novas ideias. Essa necessidade e os caminhos para a inovação foram tema do 5º Correio Encontros, evento ocorrido ontem (28/10) no saguão do Shopping São Cristóvão, promovido pelo jornal em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

As palestrantes foram Ana Pires, doutora em Administração pela Universidade Federal da Bahia (Ufba); Katya Perazzo, consultora sênior em Gestão da Inovação do Sistema FIEB; e Lana Pinto, gerente de Microfinanças do BNB.

De acordo com Ana, é comum que os empreendedores vejam a inovação como algo distante e pouco palpável em seus negócios, mas esse pensamento é equivocado.

“Às vezes, a gente acha que inovação não é para a gente, que é só coisa de celulares e carros e que não tem nada a ver com nossa empresa, mas a inovação se aplica em todos os negócios existentes”.

A especialista explicou que a inovação é um convite para fazer algo novo capaz de gerar impacto positivo, que pode ser desde a recepção dos clientes até o modo como se exibe os produtos na vitrine. “Tudo é um bom objeto para se pensar novas formas de fazer, principalmente se aquilo pode gerar ganhos”, falou.

A alternativa usada por Sinara é hoje uma das suas fontes de renda. Em seu próprio ateliê, ela dá aulas para turmas de 20 a 25 alunos. No entanto, o negócio começou modesto, com vendas para amigos e familiares, crescendo com um investimento aqui e outro ali na compra de equipamentos como forno industrial e formas. “As pessoas me pediam cursos, mas eu não tinha tempo. Então, decidi me qualificar porque não achava que estava preparada para ensinar e hoje sou técnica em bolos”, contou.

Seguindo o exemplo de Sinara, a dica de Ana é que as pessoas façam justamente o que a confeiteira fez: escutar seus clientes para entender suas necessidades e a partir daí extrair novas ideias. A administradora encorajou os comerciantes a fazerem o exercício de olhar quais produtos/serviços possuem nas suas empresas e estimular a venda deles através de combos promocionais.

Para ilustrar a prática, Ana sugeriu que lojas de roupas vendam conjuntos como blusa e calça, dando desconto para quem levar os dois itens. “Há muitas possibilidades quando a gente se dispõe a pensar o novo”, incentivou. Segundo ela, para melhorar as vendas é preciso entender seus clientes, mas também os não-clientes para tentar encontrar uma oportunidade de diferenciar seu negócio perante a concorrência.

Diferencial

Para Katya Perazzo, é necessário, ainda, entender o concorrente para oferecer produtos e serviços melhores e diferentes. “Se você acha que atende determinado público, ofereça algo que o atraia”. Ela  acrescentou que quatro ações podem ajudar as empresas a melhorarem seus desempenhos: criar, reduzir, eliminar e elevar. Essas práticas podem acontecer de diversas formas, com a criação de novas demandas, redução ou eliminação de custos e elevação de lucros.

“Um caminho é pensar em tecnologias e enxergar de que forma um negócio comum pode crescer minimizando custos ao empregar meios como esse”.

Crediamigo

Por fim, como uma opção para quem deseja continuar empreendendo, foi apresentada por Lana Pinto a linha de crédito do BNB voltada para este público, o Crediamigo. “Muitas pessoas querem empreender, mas têm medo de pegar empréstimos”, observou. Para contratar o Crediamigo é necessário atuar na atividade por, pelo menos, seis meses. Os valores iniciais variam de R$ 100 a R$ 6 mil e podem ser renovados em até R$ 15 mil.

 ‘É preciso aprender com o erro’

Após as palestras, o público pôde assistir a um debate entre as especialistas mediado pelo jornalista e editor de Economia do CORREIO, Flávio Oliveira. Foi neste momento que os empreendedores presentes puderam dirigir suas perguntas às palestrantes. Um tema recorrente dasquestões foi a dificuldade para se ter um empreendimento de sucesso em Salvador. Os empreendedores quiseram saber quais as principais “âncoras” que impedem o crescimento dos negócios na capital.

De acordo com Ana Pires, os empresários têm um modelo mental de achar que não conseguem fazer as coisas. “É necessário acreditar. Fracasso não existe, o que existe é aprendizado, acúmulo de sabedoria. No erro, aprendemos como não fazer”, defendeu.

Outro problema apontado por ela foi a falta de planejamento. “Muitas ideias boas se perdem no caminho por serem mal planejadas. É preciso buscar continuamente o aprendizado para aplicá-lo. Com ousadia se vai longe”, acrescentou.

Katya também insistiu na importância do planejamento para que os empresários baianos possam alçar voos maiores.

“O planejamento é importante para o negócio. É necessário inovar e repensar os negócios no dias de hoje, na economia atual, para encontrar possibilidades para nosso ecossistema baiano”.

Para criar essa inovação, Ana explica que é preciso querer fazer melhor sempre. “Se você não fizer, alguém vai fazer. Ou você vai a reboque e faz porque alguém fez e  não te sobrou alternativa a não ser copiar, ou é você  quem puxa o mercado”. Ainda segundo ela, geralmente, quem inova primeiro é quem tem os melhores resultados porque os empreendedores que chegam primeiro acabam desfrutando da preferência dos clientes. “Inovar é uma necessidade do mercado atual. Não é só  uma questão de competitividade, mas também de  sobrevivência”, finalizou.

A avaliação final do evento foi positiva. Proprietário de uma empresa de comunicação visula, Fábo Diniz, 47, elogiou a iniciativa. “Foi tá bom que eu saí daqui com dois clientes para fazer a fachada dos comércios deles”, afirmou.

Já para Fábio Góis, gerente de Marketing e Mídias Sociais do jornal, “o Encontros têm sido muito positivo  porque levam conteúdo para dentro dos bairros, interagindo com os empreendedores. E é assim que nós estamos consolidando o propósito do CORREIO, que é levar informação para as pessoas”.

Fonte: Jornal Correio da Bahia.

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