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Lojas da Baixa dos Sapateiros oferecem 1,5 mil vagas temporárias

Lojas ainda contratam para o Natal; aumento nas vendas deve ser de 10%

  • 07 de novembro de 2017 - 10:44
Estão sendo abertas 1,5 mil vagas temporárias para o final do ano em 350 lojas (Foto: Marina Silva/CORREIO)

 

Um dos mais tradicionais pontos de comércio de Salvador, a Baixa dos Sapateiros parece começar a avançar para outro momento. Nas ruas, clientes dividem as calçadas com candidatos às vagas de emprego, que levam currículos para as lojas.

Para a temporada de final deste ano, a Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa) estima conseguir colocar 1,5 mil pessoas para trabalhar nas 350 lojas, a maioria de comércio popular, que funcionam na região. Hoje, segundo a Albasa, há cerca de mil trabalhadores fixos no comércio do local.

Sinal de que há esperança em que as crise melhore por lá é a abertura de novos estabelecimentos. Não foi só o movimento de final de ano, por exemplo, que levou a HB Tecidos a se instalar por lá. A loja começou a funcionar há dois meses na avenida, quando a proprietária apostou na localização e nas boas condições da região para abrir uma filial.

Somente lá foram contratados dez novos funcionários. A lojista Ivoneide Almeida conta que chegou a abrir uma unidade na Avenida Sete de Setembro. “Tivemos uma loja na Avenida Sete, mas a Baixa do Sapateiros foi mais acolhedora, tanto a Albasa como os outros lojistas e as pessoas aqui da região. Nós já estamos percebendo uma movimentação maior e nossa pretensão é encher essa loja aqui, ampliar e também fazer um nicho de decoração”, conta.

Aumento nas vendas
Se para Ivoneide o momento é de ter esperanças em encher a loja, para os demais lojistas a expectativa é de aumento nas vendas. De olho na possibilidade de melhora da economia, o presidente da Albasa estima um incremento de 10% nas vendas em relação ao final de 2016.

“Eu estimo um crescimento de quase 10% em relação ao ano passado. Tudo isso depende da qualidade da mercadoria, de como está o estoque e também da equipe de vendas”, explica Barbosa.

O lojista Moisés José Oliveira, dono da Carismática Confecções, é ainda mais otimista. A esperança é de ter um aumento em 30%. “Essa é a nossa época de preparação, de investir nas lojas. A partir da segunda quinzena de novembro, o movimento fica maior e as pessoas compram mais”, explica. Ele deve contratar, temporariamente, mais seis vendedores.

Média anual
A disponibilização de 1,5 mil vagas temporárias é alcançada na região há algum tempo. O presidente da Albasa, Ruy Barbosa, explica que o número é expressivo porque os lojistas tiveram que reduzir drasticamente o quadro de funcionários após a crise econômica.

“No ano passado, nós contratamos por volta dessa faixa também. O número é grande porque a gente teve que tirar muita gente durante o ano. E aí, como o movimento aumenta, a gente não pode ficar só com um funcionário na loja”, explica.

“Novembro e dezembro é a época em que o nosso público compra. Durante o ano, a gente vem sofrendo com a redução. Agora é a hora da gente sair do buraco. Estamos acreditando que iremos sair”, completa.

Carolina busca uma vaga de trabalho temporário na região (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Fila de candidatos
Quem quer emprego na Baixa dos Sapateiros pode procurar um balcão da Albasa instalado dentro da HB Tecidos, a partir das 9h – ou direto nas lojas que contratam. O ir e vir de interessados chama a atenção. Para Caroline Leão Jesus, 23 anos, essa é a chance de voltar a trabalhar depois de quase um ano.

“Já trabalhei em lojas de roupas, de tecidos, mas estou disposta a trabalhar em qualquer loja e ter mais uma experiência na carteira de trabalho”, disse. Sem emprego, ela tem vendido roupas para conseguir pagar as contas e manter o filho de 1 ano e 7 meses.

Segundo Ruy Barbosa, as oportunidades são para vendedores, estoquistas, segurança e operadores de caixa. Após a entrega dos currículos, a Albasa seleciona e distribui para as lojas conforme os perfis.

E eles são variados, desde quem tem experiência com vendas a quem nunca trabalhou em lojas, como é o caso de Atevaldo Souza Passos, 47, há dois anos sem carteira assinada: “Tenho vivido com a ajuda de amigos e familiares para pagar as contas e o financiamento da minha casa. Resolvi tentar”.

Já Francisco dos Santos, 55, está há quatro anos sem trabalho fixo. Para se sustentar, tem trabalhado como ambulante no Barradão. “Eu topo qualquer coisa, se for estoquista, carga e descarga, vendas, segurança. Aceito qualquer vaga”, diz.

Proatividade
Caso não haja experiência na área, é preciso ter disposição para aprender. “Precisa se esforçar, ter um bom desempenho, um bom atendimento com os clientes, uma boa comunicação. E, acima de tudo, tem que ter vontade e ser proativo”, aconselha Ruy Barbosa.

E foi a força de vontade que impulsionou Marcos Chagas, 36, a conseguir uma vaga de auxiliar de serviços gerais. “Estava há cinco meses desempregado, com a minha mulher grávida e sem condições financeiras”, lembra.

Marcos conseguiu um trabalho em loja de tecidos que acabou de abrir (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Lojistas reclamam da retirada de linhas metropolitanas da região
Com a expectativa dos lojistas da Baixa dos Sapateiros de vender 10% a mais do que no ano passado contrasta o que eles tratam como dificuldade para se ter acesso ao local. Para eles, lojas vazias recentemente são reflexo da retirada das linhas metropolitanas de Salvador. “É isso que está nos atrapalhando. Muitas pessoas que vinham pra cá e compravam muito eram de Simões Filho, da Região Metropolitana. Eles compram mais do que os daqui de Salvador”, reclama o lojista Moisés Oliveira.

No entanto, o presidente da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa), Ruy Barbosa, ainda tem esperanças que as pessoas se acostumem com a nova mobilidade e voltem a frequentar a região durante o ano todo.

“A gente está passando por um período de integração do transporte. Quando o povo começar a se acostumar a usar o metrô, a Baixa dos Sapateiros vai voltar a ser movimentada. A gente tinha solicitado que essa alteração fosse realizada após o final do ano, para não impactar no melhor período de movimentação, mas não fomos ouvidos”, lamenta.

Mas, quem mora em outros bairros de Salvador, também relata a dificuldade para conseguir chegar, como a recepcionista Lídia Santana, 54 anos. Ela mora na Federação e precisa caminhar até o Campo da Pólvora para conseguir um ônibus e voltar para casa. “Eu venho de vez em quando por isso. Sei que os preços são melhores aqui, mas preciso andar bastante para conseguir um ônibus”, diz.

Procurada, a Agerba, órgão do governo do estado responsável pelas linhas metropolitanas, limitou-se a informar que “as mudanças dos pontos finais das linhas metropolitanas estão previstas no contrato assinado entre o governo, prefeituras de Lauro de Freitas e Salvador, além da CCR metrô”.

Com a retirada das linhasmetropolitanas que rodavam no local, quem tem como destino a Baixa dos Sapateiros conta com 26 linhas urbanas – 186 ônibus por hora. Confira as linhas que servem à Baixa dos Sapateiros:

Boa Vista de São Caetano – Nazaré
Capelinha – Nazaré
Bom Juá – Baixa dos Sapateiros
Caixa D’Água – Barroquinha
Cosme de Farias – Barroquinha
Brotas – Fazenda Grande do Retiro (0519)
Brotas – Fazenda Grande do Retiro (0573-01)
Santa Cruz – Aquidabã/Barroquinha
Vale das Pedrinhas – Barroquinha
Parque São Cristóvão – Barroquinha (1034)
Parque São Cristóvão – Barroquinha (1034-01)
Cabula 6 – Sieiro R2
Terminal Acesso Norte
Pau da Lima – Barroquinha
São Marcos – Barroquinha
Castelo Branco – Baixa do Sapateiros (1345)
Castelo Branco – Baixa dos Sapateiros (1345-01)
Fazenda Grande 4/3/2 – Barroquinha
Pirajá – Baixa dos Sapateiros Terminal Barroquinha
Valéria – Barroquinha
Paripe – Baixa dos Sapateiros/Barroquinha
Valéria – Barroquinha
Paripe – Baixa dos Sapateiros/Barroquinha
Reguladora – Barroquinha (R011)
Reguladora-Barroquinha (R011)
Reguladora – Barroquinha (R011)

Fonte: Jornal Correio da Bahia.

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