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Memórias do Polo Petroquímico (2)

14 de maio de 2018 - 08:38

Adary Oliveira – Presidente da ACB

No artigo anterior apresentei alguns depoimentos colecionados por José Clemente sobre o Polo Petroquímico de Camaçari. No artigo desta quinzena apresento mais alguns da coleção, nas comemorações dos 40 anos do Polo.

Marcos Pereira Vianna – “Apesar dessas evidentes vantagens locacionais, a decisão política de empreender o pólo petroquímico de Camaçari foi retardada por interesses ligados às indústrias que espontaneamente se haviam localizado em Cubatão, baseadas na proximidade do mercado de produtos finais e na importação das matérias-primas. Tornaram-se posteriormente evidentes, em especial após a crise do petróleo, mesmo sobre a ótica exclusiva da rentabilidade privada, as desvantagens comparativas desse modelo quando comparado ao de Camaçari, o que de resto torna compreensivo o rigor das resistências da indústria paulista ao pólo do Nordeste, resistências essas que encontraram ressonância em parte do gabinete do governo Médici”.

José Jucá Bezerra Neto – “O pólo petroquímico do Nordeste representou uma revolução na economia da Bahia e, através de sua capacidade irradiadora de oportunidades, um fator imbatível de desenvolvimento para os estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe”.

Otto Vicente Perroni – “Foi somente em janeiro de 1970 que, por iniciativa de Leopoldo Miguez de Mello, o Conselho de Administração da Petrobras, sob a presidência do general Ernesto Geisel, tomou uma decisão histórica, fixando as seguintes diretrizes:

  1. a Petrobras apoiará o desenvolvimento, na Bahia, da indústria petroquímica de base fundamentada em matérias-primas locais, assegurando o fornecimento de gás natural, nafta, propileno e amônia para os projetos aprovados pelo Geiquim e pelo CNP;
  2. a Petroquisa deverá assumir uma posição ativa na promoção do desenvolvimento petroquímico da região, liderando ou participando das iniciativas essenciais ao crescimento e à integração do parque petroquímico”.

Rinaldo Schiffino – “A meu ver, no ano de 1967, sob a liderança do então ministro Costa Cavalcanti, é que se tornou possível a decisão fundamental para todo esse desenvolvimento da indústria petroquímica, que se consolidou mais tarde com o modelo do pólo petroquímico de Camaçari. Foi a criação da Petroquisa, conferindo-se a uma subsidiária da Petrobrás a possibilidade de realizar associações tanto com empresas nacionais como estrangeiras, mesmo na posição minoritária”.

José de Freitas Mascarenhas – “Assim é que, em setembro de 1971, foi assinada a Exposição de Motivos nº 213/71, que, a par de garantir a consolidação final do pólo paulista, assegurava a instalação da Central Petroquímica da Bahia e estabelecia diretrizes a serem seguidas que, no seu conjunto, garantiam definitivamente a instalação do complexo nordestino”.

Ronaldo Miragaya – “Para o pólo petroquímico do Nordeste conjugou-se um novo verbo no sentido de unir esforços em torno de um modelo empresarial – tripartite – que se mostrava ainda incipiente. Não que ele tivesse sido perseguido como lei maior, mas foi a solução brasileira para contornar o problema político e de constrangimento entre as empresas estatal e estrangeira”.

Amílcar Pereira da Silva Filho – “As teses de descentralização regional da petroquímica brasileira estavam explicitadas tanto pelo Geiquim como, em caráter mais abrangente, desde a criação da Sudene, ainda na década de 50. Apesar dos esforços pioneiros da Petrobrás, da Companhia Carbonos Coloidais, da Ciquine, da Paskin, pouco se adiantava às já mencionadas diretrizes”.

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