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O elo fraco da corrente

ACB OPINIÃO 361

  • 08 de maio de 2019 - 11:29

Adary Oliveira – Presidente da ACB

Diz o ditado popular que não existe corrente mais forte que seu elo mais fraco. Numa organização qualquer, para que as coisas funcionem bem as diversas atividades devem, preferencialmente, ser organizadas em paralelo, e não em série. Na ordenação em série, semelhante a uma corrente, se uma das atividades falha, todo o sistema também falha. Quando as atividades são montadas em paralelo, o sistema pode continuar funcionando de um lado, enquanto se substitui ou se repara o elemento defeituoso do outro. Na cadeia produtiva é mais fácil estabelecer o equilíbrio das partes internas do que das externas, muitas vezes dependentes de ações do governo.

Na Agenda Pela Produtividade que o Ministério da Economia tem divulgado em vários estados e em breve passará pelo Nordeste, tendo como meta principal melhorar o desempenho do Brasil na competitividade global, por estar declinante e perdendo posições nesse quesito, não se pode considerar apenas os aspectos nacionais, mas também as especificidades de cada Região ou de cada Estado. Os aspectos estratégicos escolhidos, Simplifica, Brasil 4.0, Emprega Mais e Pró-Mercados, são da maior importância e foram bem escolhidos, mas precisam incorporar os aspectos locais vividos diariamente pelas empresas do lugar.

O Simplifica, por exemplo, cabe mais ao governo, por colocar dificuldades em tudo e estabelecer entraves sempre que pode, deixando livre a criatividade dos maus burocratas. No país que já teve um Ministério da Desburocratização, continuam exigindo, desnecessariamente, firma reconhecida nos documentos, quando a assinatura digital poderia substitui-la, pedindo contas de luz de três meses para comprovar a residência e de assinatura feita com tinta azul, pois a preta se assemelha à de uma cópia. Os exemplos são inúmeros, mas a ideia do Porto Sem Papel, muito boa, não eliminou a emissão de documentos e os serviços dos práticos continuam sendo feitos, apesar dos navios serem equipados com instrumentos altamente sofisticados que dispensam esse serviço por demais oneroso. A estratégia Simplifica, se bem aplicada, agilizará e reduzirá custos na indústria, no comércio, nos serviços e na agricultura.

Brasil 4.0 é a estratégia que trata da inovação, da incorporação de novas tecnologias e da capacitação das empresas para serem competitivas num mundo de negócios da concorrência acirrada e desafiadora. As empresas sabem que para continuarem existindo terão de estar em contínua transformação, fugindo do obsoletismo e buscando perpetuidade amparada no aumento da produtividade, redução de custos e adaptadas às mudanças contínuas da conjuntura econômica, mundial e doméstica. O propósito do governo de apoiar as empresas na adoção de novos modelos de negócio e no emprego de novas soluções que as diferenciem e lhes tragam competitividade, é por demais bem-vindo. Uma boa recomendação para o próprio Ministério da Economia, sendo o governo o principal beneficiário dessa estratégia, é que sejam colocados de um mesmo lado, ombro a ombro, a turma que atrai novos investimentos e a turma do fisco, que vê em cada empresário um sonegador de impostos.

As estratégias de Emprega Mais e Pró Mercados, de ampliar a oferta de bons empregos para milhões de brasileiros desocupados, desalentados e subocupados, bem como melhorar o funcionamento dos mercados que concentram riquezas e restringem o acesso aos bens e serviços, reúnem os méritos de mais alto valor da Agenda pela Produtividade e devem colocar todos os brasileiros, espera-se, a favor dessa imensa Corrente Pra Frente que todos desejamos. Está na hora dos brasileiros esquecerem as diferenças ideológicas e superarem as distorções causadas pelas fragmentações da sociedade, e unirem-se em torno de um só objetivo, qual seja o alcance da melhoria para todos e da realização do bem comum. Claro que as quatro estratégias terão de ser amparadas na única providência que tornam fortes todos elos da mesma corrente: a educação.

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