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O que estamos esperando para reagir?

Artigo de Paulo Cavalcanti - Vice-presidente da ACB

  • 29 de junho de 2022 - 09:18

Estamos presenciando uma terrível crise social no Brasil que atinge também o ambiente empresarial, com alarmante falta de segurança pública e jurídica. Os empresários e os empreendimentos sofrem ataques vindos de todos os lados, vivem inseguros, sem previsões de melhorias e estabilidade legal. As instituições públicas que deveriam nos oferecer garantias constitucionais, desviam-se dos seus propósitos de guardiãs dos nossos direitos e passam a fazer parte dessa cultura de linchamento.

Agressões, invasões, autuações, multas e decisões judiciais descabidas atingem pessoas físicas e jurídicas formalmente estabelecidas e com indiscutível função social. Geradoras de desenvolvimento econômico e social, responsáveis pela receita que mantém o estado, fonte de empregos e renda para famílias brasileiras, sendo ameaçadas e literalmente destruídas sem uma reação da própria classe produtiva e muito menos do estado. A morosidade nas respostas jurídicas instala o descrédito generalizado e nos conduz a este estado de caos social.

E o que estamos esperando para reagir?

Todas as vezes que isso ocorreu no nosso país, provocou um movimento de reação por parte dos empresários. Na história da própria Associação Comercial da Bahia temos registros desses momentos de luta. Como referência, cito o livro “Associação Comercial da Bahia na Primeira República: um grupo de pressão”, parte da coleção Comércio Baiano, escrito por Mário Augusto dos Santos e lançado em 2011, em comemoração aos 200 anos da casa de luta dos empresários baianos.

Em pleno século XXI, temos várias representatividades de classes produtivas no nosso país. No entanto, precisamos nos organizar e reagir. Não podemos continuar acreditando que não temos nada a ver com as ações abusivas e as agressões inconstitucionais estampadas em nossas caras. A cada dia atinge um de nós e, consequentemente, afeta também a geração de empregos, renda e o bem-estar das famílias brasileiras. Afinal, não existe oportunidade de emprego sem empreendedores, assim como não existem empresas sem pessoas.

Só conseguiremos transformar nossa cultura e estancar o avanço da insegurança com a união de todos nós, empreendedores. Juntos, retomaremos o rumo do desenvolvimento e reorganizaremos nosso país.

Precisamos ter consciência de que a transformação não virá dos que menos podem, que é a grande maioria do povo brasileiro. Quem menos precisa da escola pública, do posto de saúde e da segurança do estado é exatamente quem mais pode contribuir com as mudanças sociais. Sim! As melhorias na qualidade de vida dos que mais precisam de saúde e educação com qualidade depende da reação dos que menos precisam.

Para se doar e contribuir para avanços da administração pública, é indispensável ter tempo, dinheiro e conhecimento técnico. Não é fácil administrar um estado marcado por um mal enraizado que se chama corrupção.

Não existe sociedade civil organizada sem atitude, liderança e participação. As polarizações, conflitos de ideologias políticas e radicalizações só confundem e atrapalham a discussões proativas, construtivas e regeneradoras que nossa nação tanto precisa.

A Associação Comercial da Bahia está viva e presente com sua belíssima história de luta e pressão. Vamos fazer por merecer e honrar essa rica trajetória em defesa do povo brasileiro.

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