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Para você ganhar, alguém tem que perder?

  • 03 de novembro de 2021 - 09:31

Você já pensou se, realmente, para cada vitorioso é preciso que haja alguém derrotado? Se não, como a lógica do ganha-ganha pode se aplicar aos negócios, aos relacionamentos, ao cotidiano?

Essas questões fazem parte das provocações do escritor e palestrante Simon Sinek. Especialista em propósito de vida e das organizações, Sinek ficou mundialmente conhecido depois de se apresentar num Ted Talk – e ver algumas de suas teorias espalhadas pelo mundo. Também é criador de um modelo de gestão para líderes e organizações encontrarem o sentido maior de seus negócios.

A pergunta é: como trazer esses conceitos para nossas empresas, entidades e vida?

Em um de seus livros, “Jogo infinito”, ele enumera que, no jogo finito, conhecemos regras, conhecemos os jogadores e jogamos para ganhar. É como um jogo de futebol. Em jogos finitos, há sempre início, meio e fim. Tem que ter um ponto final, alguém tem que vencer.

Já os jogos infinitos possuem jogadores conhecidos e desconhecidos, as regras não são claras. Óbvio que existem convenções e leis que ajudam os jogadores a saber como se comportar, mas cada um pode agir como quiser. Cabe totalmente a cada jogador decidir como vai jogar.

E também cabe a cada um de nós saber como levaremos a vida, com a mentalidade de um jogo finito ou infinito. Afinal, o conceito de Simon serve para a vida e para as organizações.

Antigamente, as empresas buscavam se “posicionar” no mercado, elas queriam ser a maior no seu segmento, ser a melhor, e ganhar sempre, essa era uma mentalidade finita. No mundo atual, com tantas incertezas, inovações e disrupções, ganha quem não está buscando ganhar. Vence não o melhor, nem o maior. Mas quem entende a lógica da vida infinita. Enquanto o jogador de mentalidade finita faz produtos que considera vendáveis, o de mentalidade infinita cria produtos que as pessoas queiram comprar. O primeiro está pensando em como a venda desses produtos vai beneficiar a empresa, enquanto o segundo está pensando em como os produtos vão beneficiar seus clientes.

A lógica do longo prazo num mundo tão imediatista pode parecer contraditória, mas é a melhor saída. Os líderes de mentalidade infinita não pedem a seus colaboradores que estabeleçam objetivos finitos. Eles querem que os ajudem a imaginar um modo de avançar em direção a uma visão infinita do futuro que beneficie todos.

Quando nos dedicamos a uma entidade de classe, não estamos buscando o ponto final. Na ACB, a busca pela representatividade empresarial é o que importa. Somos a casa do empresariado baiano. Quando um grupo se reúne, com um propósito único, alinhado, o caminho é certo, uma visão infinita. A ideia é defender o direito dos empresários e mostrar o papel social das empresas, sejam elas pequenas ou grandes. São as responsáveis por movimentar nossa economia, gerar empregos, criar produtos e serviços.

Tive oportunidade de fundar a AJE – Associação de Jovens Empreendedores, e entender esse jogo infinito muito cedo. Poder se dedicar a uma entidade, sem interesse próprio, e apenas unindo pessoas como um propósito comum foi um grande aprendizado.

Na ABMP, quando criei e fundei o Scream, com o apoio do trade, dos associados, e do mercado, estávamos buscando fazer um festival de criatividade que representasse todo potencial criativo que a Bahia tem. Fizemos um palco de debate e discussões onde todos poderiam ser ouvidos, respeitados e valorizados. O Scream é um exemplo da economia criativa sendo vista de forma infinita. Entrego a presidência da ABMP em dezembro com a sensação de dever cumprido, e a certeza de que o próximo que assumir fará um trabalho ainda melhor, usando mentalidade infinita.

Voltando à teoria de Sinek: quando perguntado sobre qual a qualidade mais importante de um líder, ele responde num piscar de olhos: coragem. E acredito que para mudar de mentalidade finita para infinita na vida, nas empresas, precisamos de coragem para mudar, para errar e para seguir em frente. Afinal, a vida é um jogo infinito.

Publicada às quartas-feiras, a coluna mostra a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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