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Prévia’ do PIB do BC indica alta de 0,58% para a economia no 3º trimestre

Indicador, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, aponta crescimento da economia brasileira pelo terceiro trimestre consecutivo

  • 21 de novembro de 2017 - 14:53

A economia brasileira manteve a trajetória de crescimento no terceiro trimestre deste ano, segundo indicou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (20).

Entre julho e setembro, o índice apresentou alta de 0,58% quando comparado com o segundo trimestre de 2017 (abril a junho). O resultado foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.

Esse foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão do indicador.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no dia 1º de dezembro.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, o PIB teve uma retração de 3,8% e, no ano passado, a economia registrou um encolhimento de 3,6%.

Previsões para 2017

Para 2017, a previsão de analistas do mercado financeiro é de alta do PIB de 0,73%, mas o Ministério da Fazenda, do Planejamento e o Banco Central estimam uma expansão um pouco menor da economia neste ano, da ordem de 0,7%.

Para tentar reaquecer a economia, o governo Michel Temer tem anunciado medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pase para idosos.

Além disso, o Banco Central vem reduzindo a taxa Selic, que hoje está em 7,5% ao ano – perto da mínima histórica de 7% ao ano . A queda da Selic deve se traduzir em juros mais baixos nos empréstimos bancários, o que também contribui para estimular a economia.

O que é o IBC-Br?

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, por conta da demora na retomada do nível de atividade, o mercado financeiro, e também a autoridade monetária, acreditam que a inflação oficial ficará abaixo da meta central de 4,5% – algo que não acontece desde 2009.

Fonte: G1

 

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