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Rafael Lucchesi fala sobre educação e tecnologia em Live da ACB

  • 27 de outubro de 2021 - 08:53

Rafael Lucchesi – diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Foto: Acervo Pessoal

“A Reforma do Ensino Médio e os Desafios da Quarta Revolução Industrial” é o tema de mais um encontro do Primeiro Ciclo de Debates do Núcleo de Educação e Cultura da Associação Comercial da Bahia (ACB), que acontece hoje (27), às 20 horas, no canal ACB Lives, no YouTube. O palestrante da noite é o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, que acredita na promoção da educação para o trabalho e da inovação como vetores estratégicos para a competitividade brasileira.

Como aponta o coordenador do Núcleo, professor Ney Campello, após as destacadas participações dos educadores Anna Penido e Veveu Arruda, que refletiram sobre equidade e alfabetização como desafios importantes para a reversão do atual cenário educacional brasileiro, a ACB agora traz ao debate um eixo estruturante da nova Base Nacional Comum Curricular, que é o novo ensino médio e os avanços da chamada indústria 4.0.

“Precisamos operar uma verdadeira revolução na concepção e prática na educação brasileira, aproximando a escola das novas demandas da sociedade contemporânea, marcada por enormes avanços da inovação, ciência e tecnologia. Não podemos continuar formando exércitos dos ‘nem, nem’, uma juventude que nem estuda, nem trabalha, porque insistimos em um modelo educacional que nem é capaz de assegurar pleno acesso às universidades, muito menos ao mercado de trabalho. Precisamos pensar um novo formato que associe o desenvolvimento cognitivo com as “soft skills”, ou habilidades socioemocionais, e a educação técnica-profissionalizante”, sugere Campello.

Diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e diretor superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Rafael Lucchesi coordenou tecnicamente a estruturação da Mobilização Empresarial pela Inovação, a implementação de 27 Institutos de Inovação do SENAI e ampliou a atuação das entidades em suas agendas de educação para o trabalho, a partir do desenho de novos modelos educacionais e uso intensivo de novas tecnologias.

Entusiasta de uma reforma completa no ensino médio no Brasil, Lucchesi convive com queixas sobre a má formação da mão de obra no país. “A boa notícia é que o Novo Ensino Médio, ao criar os itinerários formativos, abre uma janela de oportunidade ímpar para que o Brasil dê um salto de qualidade na formação de recursos humanos no país. Isso porque os itinerários formativos facilitam a integração entre o ensino médio e os cursos técnicos-profissionalizantes, com grande potencial de contribuir para a melhor preparação e inserção dos jovens no mundo do trabalho. Para a indústria, trata-se de debate da mais alta relevância”, diz.

Sua análise é que a economia, em especial, a indústria, passa por intensa transformação em todo o mundo, impulsionada pela disseminação das tecnologias digitais. Diz ainda que a capacidade das empresas absorverem e desenvolverem as novas tecnologias depende em larga medida da disponibilidade de mão de obra qualificada. “É com profissionais bem preparados que a indústria eleva a sua produtividade e sua capacidade de inovar em produtos e processos, fatores indispensáveis para a competitividade da economia e, consequentemente, para o aumento do nível de bem-estar da população”, complementa Lucchesi.

Publicada às quartas-feiras, a coluna mostra a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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