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Símbolo da cidade, Elevador Lacerda faz 144 anos; veja galeria especial

Baianos e turistas contaram o que a construção significa para eles

  • 11 de dezembro de 2017 - 17:18
(Foto: Marina Silva/CORREIO)
Além de ser um dos monumentos mais visitados e fotografados de Salvador, o Elevador Lacerda é um importante meio de transporte utilizado pelos soteropolitanos para “cortar caminho” entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta. A construção completa 144 anos nesta sexta-feira (8) e sua imponente beleza arquitetônica, emoldurada pela Baía de Todos os Santos, impressiona turistas e mesmo os soteropolitanos que o utilizam com frequência.

Almir Azevedo frequenta diariamente o local para economizar 30 minutos no percurso entre sua casa, no Cidade Jardim, e o trabalho, na Praça Tomé de Sousa. “É um meio de transporte rápido e eficiente, a arquitetura é sensacional, o custo é barato e essa vista não enjoa nunca”, conta o assessor parlamentar, se referindo ao Elevador Lacerda. A tarifa cobrada no elevador é de R$ 0,15 e a viagem pelos 73,5 metros dura 30 segundos. Almir usa o transporte de segunda à sexta há 50 anos.

“Até eu que vivo por aqui pego o celular pra fazer selfie”, conta o comerciante Anderson Santos, 34 anos, que trabalha em uma loja próxima ao elevador.

Cerca de 28 mil pessoas são transportadas diariamente nas quatro cabines do elevador – apenas 18 são transportadas por vez em cada cabine.

(Foto: Marina Silva/CORREIO)

Posicionado próximo à saída, o guia turístico Roberto Pitty, 43, diz que o elevador é também sua segunda casa. “Ele é o principal cartão-postal de Salvador e de onde tiro meu sustento e o da minha família há 28 anos”, explica, enquanto espera turistas para oferecer seu serviço.

Trabalhando há 14 anos no elevador, o mecânico Emílio Damasceno, 43, diz que a vista para a Baía de Todos os Santos não enjoa nunca. “Todo dia é lindo aqui, todo dia é um pôr-do-sol diferente”, afirma. Emílio é só sorrisos para falar sobre seu ofício.

“Foi meu primeiro emprego e é meu sustento. Tenho muita responsabilidade aqui, mas não tenho o que reclamar. Eu trabalho com amor”, conta o funcionário.

“Uso ele todo dia pra agilizar meu percurso até o curso de dança. Eu adoro o ar-condicionado”, brinca a estudante Edimili da Luz, 19. O ascensorista Alisson Silva dá uma opção para quem quer aproveitar o réveillon de ‘camarote’. “A gente tem uma vista privilegiada dos fogos lá de cima, é muito emocionante”, conta ele, que tem 38 anos e trabalha no local há oito anos.

Para o povo e para turista
A turista de Florianópolis Elizabeth Dias, 66, ressalta que o aspecto social do elevador é o que mais chama a sua atenção. “Ele é ponto de referência da cidade e o tem valor acessível para o povo. O elevador é para o povo, não é para turista – e ele é cheio de povo”, ressalta a catarinense. “Os soteropolitanos estão de parabéns por ter preservado essa obra”, conta a aposentada que veio a Salvador a passeio pela quinta vez. O turista português Rogério Costa resume: “Ele é muito funcional e a vista é muito bonita”, diz o engenheiro mecânico que visita Salvador pela primeira vez.

Subindo pela primeira vez no elevador, Rebeca Waltenberg, arquiteta de 27 anos, conta que se encantou ao sair do Mercado Modelo e olhar para a construção. “É maravilhoso, lindo. Muito melhor que em foto”, afirma a turista, que veio para Salvador acompanhada do namorado, o físico Carlos Soares, 27. Assim que as portas do elevador se abriram, os cariocas não contiveram a admiração.

“Nossa, como é lindo! Olha esse mar, olha quanta igreja”, exclamou Rebeca ao avistar a paisagem.

Chegando na Praça Cairu, é possível comprar a poucos passos uma água de coco ou um sorvete para refrescar. Quem quer matar a fome pode optar pelo acarajé da baiana Solange dos Santos, de 63 anos. Sentada no tabuleiro montado em frente ao Palácio Rio Branco a baiana elege suas preferências “Adoro o vento fresquinho que bate e essa vista, mas gosto mais de ver o movimento dos clientes aqui” ela conta sob seu sombreiro montado no local há 18 anos. Mas nem tudo é festa – ela tem uma reclamação sobre o aniversariante “Ele é mais famoso do que eu”, brinca.

História
A construção do elevador durou quatro anos. Em 8 de dezembro foi inaugurado o mais alto elevador urbano do mundo, e agora cartão-postal da capital baiana. O edifício foi projetado pelo engenheiro Antonio de Lacerda e construído por seu irmão, Augusto de Lacerda. O nome Lacerda é homenagem ao seu idealizador.

Inicialmente o elevador foi chamado Elevador Hidráulico da Conceição, devido à máquina a vapor para transportar as pessoas. Em 1906 o sistema passou a ser elétrico e, assim, o elevador de 63 metros pôde ser ampliado. Uma torre de 73,5m, outras duas cabines e uma ponte superior de acesso foram inauguradas em 1930. O ascensor foi tombado como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 7 de dezembro de 2006.

O elevador funciona de segunda a sexta-feira das 6h às 23h, e das 6h às 22h aos sábados e domingos.

Fonte: Jornal  Correio da Bahia.

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