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Ter ensino superior completo quase triplica o salário na Bahia, diz IBGE

Dados indicam que quanto maior a escolaridade, maior o rendimento

  • 30 de novembro de 2017 - 11:23
O nível de instrução é um dos fatores que determinam o do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos com uma tendência quanto maior a escolaridade, maior o rendimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (29)  que o trabalhador da Bahia com ensino superior completo ganhava, em média, R$ 3.813 no ano passado. O valor é  quase três vezes maior que o rendimento médio do trabalhador no estado (R$ 1.352).

Embora na mesma ordem de grandeza, a diferença em valores era até um pouco maior quando se comparam os rendimentos dos trabalhadores com formação universitária (R$ 3.813) com o dos que tinham apenas o ensino médio completo (R$ 1.315), mostrando que concluir o curso superior faz de fato diferença no mercado de trabalho.

No país como um todo, os trabalhadores com ensino superior completo ganhavam, em média, R$ 5.189, quase 2,5 vezes o rendimento geral (R$ 2.149). Essa diferença era menor em Santa Catarina, onde o rendimento dos que tinham nível superior (R$ 4.163) era quase o dobro da média (R$ 2.259), e maior no Piauí, onde o rendimento dos que tinham curso universitário (R$ 4.026) era pouco mais que três vezes a média (R$ 1.315).

Em 2016, na Bahia, os cerca de 9 milhões de pessoas que recebiam algum rendimento (59,0% da população), fosse de trabalho, fosse de outras fontes (aposentadoria, aluguel, pensão, programas sociais etc.), ganhavam, em média, R$ 1.316. Esse valor era 36% menor que o do rendimento médio de todas as fontes nacional (R$ 2.053). Era também o 5º menor rendimento de todas as fontes dentre os estados, acima dos apurados em Ceará (R$ 1.311), Piauí (R$ 1.310), Alagoas (R$ 1.229) e Maranhão (R$ 1.096), e um pouco menor que a média do Nordeste (R$ 1.352), o mais baixo entre as grandes regiões brasileiras.

Na Bahia, os 5,7 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade que trabalhavam e tiveram rendimento de trabalho em 2016 recebiam, em média, R$ 1.352, 37% menos que a média nacional (R$ 2.149) e o 4º rendimento mais baixo do país, acima apenas dos verificados em Alagoas (R$ 1.332), Piauí (R$ 1.315) e Maranhão (R$ 1.157). O Nordeste como um todo ficava com o menor rendimento médio de trabalho entre as regiões (R$ 1.427) – ainda assim era um pouco maior que o baiano.

Pouco mais de 1 em cada 10 baianos (13,0%) recebiam, em 2016, os chamados “outros rendimentos”, grupo formado sobretudo por transferências governamentais, seguro desemprego e renda de poupança.

Esse percentual estava bem acima da média nacional (7,7%), era o 4º mais alto entre os estados e também ficava um pouco acima da média do Nordeste (12,4%), mostrando uma maior importância desse tipo de renda para a população da Bahia.

Ainda assim, o valor médio desses “outros rendimentos” no estado (R$ 354) também era mais baixo que a média nacional (R$ 516) e o 7º menor do país.

Desigualdade entre homens e mulheres
Na Bahia, desigualdade salarial entre mulheres e homens (15%) é menor que a média nacional (23%) Na Bahia, em 2016, as mulheres que trabalhavam ganhavam, em média, R$ 1.225, 15% menos que os homens (R$ 1.441) e 10% menos que a média (R$ 1.352).

Ainda assim, a desigualdade salarial entre homens e mulheres no estado era significativamente menor que a média nacional. No país como um todo, as trabalhadoras ganhavam em média R$ 1.836, 23% menos que os homens (R$ 2.380) e 15% menos que a média da população (R$ 2.149).

Entretanto, enquanto o rendimento médio de todos os trabalhos na Bahia era o 4º mais baixo do país, a situação era ainda pior para as trabalhadoras baianas. O valor do rendimento médio de trabalho para elas era o 2º mais baixo, acima apenas do verificado no Maranhão (R$ 1.157).

São Paulo era o estado com a maior desigualdade salarial por sexo em 2016, com as mulheres recebendo 33% menos que os homens (R$ 2.316 e R$ 3.430 respectivamente). Por outro lado, o Amapá era o único estado brasileiro em que elas ganhavam um pouco mais que eles (R$ 2.049 e R$ 2.030, respectivamente).

Na Bahia, salário médio do 1% que ganha mais (R$ 16.507) é 36 vezes o da metade dos trabalhadores que ganham menos (R$ 456) Embora o rendimento médio de trabalho na Bahia tenha sido R$ 1.352 em 2016, há uma forte desigualdade nessa distribuição.

Aqueles que pertenciam ao 1% com maiores rendimentos ganhavam, em média, R$ 16.507, o que equivalia a 12 vezes o rendimento médio no estado e a 36 vezes o rendimento da metade dos trabalhadores que ganhavam menos (R$ 456).

Essa distância não se alterava de forma significativa mesmo se fosse considerado o rendimento de trabalho médio dos que recebiam 95% dos menores rendimentos (R$ 559).

No Brasil, em 2016, quem pertencia ao 1% de trabalhadores com maiores rendimentos ganhava, em média, R$ 27.085, o que representava 36 vezes o rendimento médio dos 50% de trabalhadores com menores rendimentos (R$ 747) e 30 vezes o dos 95% com menores rendimentos (R$ 904).

Assim, em 2016, o Índice de Gini para os rendimentos de trabalho – que mede a desigualdade nessa distribuição (quanto mais perto de 1, mais desigual) – era um pouco maior para a Bahia (0,537) do que para o Brasil como um todo (0,525).

Em 2016, rendimento domiciliar per capita na Bahia ficou em R$ 776, bem abaixo da média nacional (R$ 1.242)

Na Bahia, em 2016, o rendimento domiciliar per capita médio (soma de todos os rendimentos de uma residência, sejam eles de trabalho ou de outras fontes, dividida pelo total de moradores) ficou em R$ 776. Esse valor foi bem abaixo da média nacional (R$ 1.242) e o 8º menor entre os 27 estados.

O rendimento de todos os trabalhos representava 67,5% da renda domiciliar per capita baiana – menos que a média nacional (74,8%) e a quarta menor participação entre os estados. Por outro lado, os rendimentos de outras fontes contribuíam com 32,5% do rendimento domiciliar per capita (frente a uma média nacional de 25,2%).

Dentre as outras fontes de rendimento, que não o trabalho, a mais importante eram as aposentadorias e pensões (22,8% dos rendimento domiciliar per capita baiano e 18,7% do brasileiro), seguidas pelos “outros rendimentos” – que incluem transferências governamentais, seguro desemprego, rendimentos de poupança etc. – (5,9% na Bahia e 3,2% no Brasil).

A participação desses “outros rendimentos” na Bahia, além de acima da média, era a quarta maior entre os estados, abaixo de Maranhão (7,3%), Piauí (6,4%) e Alagoas (6,2%).

Assim como ocorria com os rendimentos de trabalho, havia importantes desigualdades na distribuição da renda domiciliar per capita, tanto na Bahia como no Brasil em geral.

No estado, o rendimento per capita do 1% de domicílios com maiores rendimentos era  R$ 10.424, 13 vezes a média no estado (R$ 776) e 44 vezes o rendimento médio per capita da metade dos domicílios com menores rendimentos per capita (R$ 236).

No Brasil o rendimento per capita do 1% de domicílios com maiores rendimentos era R$ 15.332, 12 vezes a média (R$ 1.242) e 40 vezes o valor médio da metade dos domicílios com menores rendimentos per capita (R$ 379).

Fonte: Jornal Correio da Bahia.

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