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Um pouco da história industrial da Bahia

  • 14 de março de 2017 - 09:01

Adary Oliveira – VP da ACB – Doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, Espanha

Parte da história contada aqui foi tirada do meu livro “O Polo Petroquímico de Camaçari: industrialização, crescimento econômico e desenvolvimento regional”.

A primeira iniciativa ligada à produção de combustíveis de origem mineral no Estado da Bahia data de 1889, quando foi instalada a fábrica John Grant & Co., em Maraú, com a razão social de Cia. Internacional de Marahú, para fabricar querosene, velas de parafina e sabão, utilizando como matéria prima a turfa de Maraú, conhecida com a designação de marauíto. O complexo industrial contava com uma fábrica de ácido sulfúrico, a terceira instalada no Brasil, e funcionou de 1889 a 1893.

A Refinaria Landulpho Alves – RLAM, em Mataripe, Municípiode São Francisco do Conde, foi construída para processar o petróleo baiano e começou a funcionar em 1950. Foi incorporada à Petrobras quando da sua fundação em 1953 e hoje, em capacidade instalada, é a segunda refinaria do País, sendo responsável por cerca de 30% do ICMS arrecadado pelo Estado da Bahia.

A primeira unidade industrial petroquímica começou a ser instalada na Bahia em setembro de 1962 por iniciativa da Petrobras. O Conjunto Petroquímico da Bahia (COPEB) começou a produzir amônia no dia 17 de julho de 1971 e uréia no dia 14 de outubro do mesmo ano, em Camaçari, no mesmo local onde foi implantado o Complexo Básico do Polo Petroquímico. O COPEB hoje se chama FAFEN–Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados.

Também em 1962 a Petrobrás iniciou a instalação da primeira unidade de processamento de gás natural do País, no município de Pojuca, conhecida como Planta de Gasolina Natural de Catu. Esta unidade entrou em funcionamento em 1964 extraindo condensados (butano e propano) para produção de gás liquefeito de petróleo e gasolina natural.

A Companhia Eletroquímica da Bahia, idealizada por Roque Perrone, foi fundada em 1963 para produzir 5t/dia de soda cáustica e cloro. O objetivo era fornecer soda cáustica para a fábrica de lubrificantes da Petrobrás. Estava localizada em Lobato, subúrbio de Salvador. Sua razão social mudou para Companhia Química do Recôncavo–CQR. Em março de 1979 foi transferida para Camaçari e hoje é uma das unidades fabris da Braskem.

Outra iniciativa que merece registro foi a do empresário MaxPaskin, fabricante de chapas acrílicas no Rio de Janeiro, que atraído pelos incentivos fiscais do Nordeste fundou, em 08 de julho de 1966, a Paskin S/A Indústria Químicas para produzir, em Candeias, metacrilatodemetila, acetonacianidrina, ácido cianídrico e cianeto de sódio. As fábricas entraram em funcionamento em 1974, hoje pertencem ao Grupo Unigel com a designação de Proquigel.

Em 1968 a Petrobrás informou ao Grupo Executivo da Indústria Química – Geiquim a disponibilidade de 60milt/ano de propeno, tendo o Geiquim a prova dos seguintes projetos: acrilonitrila para a Fisiba, octanol para a Ciquine e óxido de propeno e polióis para a Dow Chemical.

A criação da Petroquisa, empresa subsidiária da Petrobrás, no final de 1967, definiu a participação do governo no setor e encorajou os empresários privados brasileiros, tendo o governo como sócio e parceiro, associar-se com os grupos estrangeiros. Assim, foram atraídos empresários dos setores de celulose e papel, construção civil e bancos, dentre outros. Em 1972, a Petroquisa cria a Companhia Petroquímica do Nordeste Copene, para liderar a implantação da central de matérias primas e, ao mesmo tempo, estimular a implantação das unidades de segunda geração. A terraplenagem teve início em janeiro de 1974 e o início de operação do complexo petroquímico se deu no dia 28 de junho de 1978. O orçamento realizado ficou 1% abaixo do previsto de US$ 20 milhões.

No próximo ano a Bahia estará comemorando 40 anos do início de operação do principal marco na sua história industrial, o maior complexo industrial integrado da América Latina.

Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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