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Wilson Andrade é o novo presidente do Conselho Consultivo do Fundo Comum de Commodities da ONU

O objetivo do conselho é apoiar projetos em commodities que ajudem a criar emprego, aumentar a renda familiar, reduzir a pobreza e melhorar a segurança alimentar

  • 08 de fevereiro de 2019 - 14:49

O empresário e economista Wilson Andrade foi eleito, para os anos 2019 e 2020, presidente do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU). O CFC é formado por 104 países-membros com a missão de apoiar o desenvolvimento econômico, social e ambiental nas áreas de commodities agrícolas em todo o mundo. O CC é formado por nove especialistas eleitos pelos países-membros e tem a função de definir prioridades para o Fundo, analisar, aprovar e acompanhar projetos que lhe são apresentados.
A eleição (unânime) aconteceu durante a reunião que está acontecendo esta semana (28 e 31 de janeiro), para análise dos projetos selecionados no edital encerrado em 30 de outubro. Um novo edital para seleção de projetos será publicado em março de 2019 para análise do CC em julho de 2019. “Com isso se amplia a oportunidade de financiamento para pesquisas e projetos de desenvolvimento de commodities na Bahia e no Brasil. Já participamos da aprovação de um projeto da Bahia que recebeu apoio de US$ 1,5 milhão para a área de cítricos no semiárido da Bahia”, informa Andrade que tem forte atuação na área internacional defendendo o agronegócio da Bahia e do Brasil.

No CFC, Andrade foi indicado como conselheiro em 2017/2018. Após dois anos de contribuição efetiva, foi reeleito em outubro do ano passado para mais um mandado de dois anos (2019/2020). Agora assume a presidência, ampliando as suas responsabilidades junto as principais organizações mundiais de agronegócio. Seu nome foi uma indicação feita pelo Ministério da Agricultura (MAPA), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Embaixada do Brasil na Holanda, por entidades nacionais como a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), pelas Estaduais Florestais, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Câmaras Setoriais de Fibras Naturais e de Florestas Plantadas (MAPA), além das entidades locais, como a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e Associação Comercial da Bahia (ACB).

Para Andrade, com a presença de um brasileiro no CC, a Bahia e o Brasil ganham pelo acesso às informações e pela maior interação entre os países no desenvolvimento de commodities. “A Bahia e o Brasil precisam se internacionalizar mais. O Brasil participa com apenas 1% das exportações mundiais. E este esforço não pode ser só do Governo. No CC, temos a possibilidade de trazer informações importantes e estarmos mais perto das oportunidades. E não apenas pela possibilidade de atração de financiamento, mas pela proximidade com outros fundos da ONU e de países-membros nas áreas sociais, ambientais e econômicas. Podemos levar a possíveis interessados as demandas da área do agronegócio – o setor que mais ajuda o Brasil a crescer”, explica.
Parceria local – O presidente do CC do CFC firmou uma parceria com a Unijorge e Comissão de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Associação Comercial da Bahia (Comex-ACB) que visa a divulgação da oportunidade, capacitação de projetistas e acompanhamento de projetos locais. A divulgação é feita junto às entidades empresariais (Faeb, Fieb, Fecomércio, ACB, Aiba, Abrapa, ABAF, Assocafé, sindicatos industriais, sindicados rurais, cooperativas etc.), aos agentes de desenvolvimento (bancos, Desenbahia, Sebrae, fórum das pequenas empresas da SDE, câmaras setoriais etc), aos agentes governamentais (Seagri, SDE, SDR etc.),na área nacional (CNI, CNA, CNC, academias, institutos de pesquisas, consultorias especializadas em desenvolvimento de projetos agro etc.), entre outros.

“Esta parceria é uma oportunidade única para se conhecer, do ponto de vista técnico, as oportunidades que este organismo das Nações Unidas oferece. Um dos papéis da universidade é contribuir para o desenvolvimento local e a nossa intenção com este trabalho é justamente trabalhar nesta perspectiva”, declarou Matheus Souza, Coordenador do Bacharelado em Relações Internacionais da Unijorge. Para o estudante Danilo C. Prates Pereira, este trabalho é extremamente proveitoso. “De uma maneira assertiva, combinaram-se conhecimentos de história, economia, finanças, gerenciamento de projetos e atualidades nas vozes de grandes personalidades do meio acadêmico soteropolitano. Podemos ser embriões de uma grande parceria entre a instituição e o governo do estado da Bahia para a atração de investimentos que tragam desenvolvimento a nossa gente, reforçando as economias locais e o sentimento de pertencimento dos territórios de identidade”, disse.

O CFC – O CFC (www.common-fund.org) é uma instituição financeira intergovernamental autônoma estabelecida no âmbito da ONU e tem 104 Estados-membros, dentre estes o Brasil. Sua visão e missão incluem: contribuir para o crescimento social e econômico, o desenvolvimento sustentável, o acesso aos alimentos e a integração dos países em desenvolvimento com os mercados internacionais e regionais através da adição de valor sustentável a commodities e cadeias de valor relacionadas. Espera-se que o CFC seja um parceiro líder na operacionalização de atividades para commodities em países em desenvolvimento.
O CFC seleciona, aprova e apoia cerca de 12 projetos por ano com um compromisso indicativo de US$ 10 milhões. Cada projeto recebe de US$ 300 mil a US$ 1.5 milhão, com até 7 anos de prazo de execução. São propositores elegíveis: instituições públicas e privadas, instituições de desenvolvimento bilaterais e multilaterais, cooperativas, organizações de produtores, pequenas e médias empresas, empresas de transformação e comercial e instituições financeiras locais.
Entre 2012 e 2015, o CFC aprovou 348 projetos no valor total de US$ 300 milhões atendendo demandas, inclusive do Brasil, de madeira, algodão, gado, juta, sisal, cacau, café, couro, batata, caju, chá, frutas, peixe, mel, milho, flores, bambu e leite. Os projetos devem ser financeiramente sustentáveis, escaláveis e com amplo impacto no desenvolvimento das partes interessadas nas cadeias de valor das commodities. Devem criar emprego, especialmente para jovens e mulheres; aumentar a renda familiar; reduzir a pobreza; melhorar a segurança alimentar e criar colaboração efetiva e econômica entre produtores, indústrias, governos, organizações da sociedade civil e outros interessados no desenvolvimento baseado em commodities.

WILSON ANDRADE – Diretor Executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) que congrega empresas produtoras de celulose, papel, mineração, energia, móveis e outras que utilizam madeira de florestas plantadas. É sócio controlador da Thoro International, com atividades de trading e investimentos em geral e consultoria nas áreas de recuperação de empresas e implantação de projetos pioneiros para a iniciativa privada e organizações governamentais. Representante da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) para o acompanhamento junto ao governo (MDIC/Itamaraty) dos acordos internacionais brasileiros, sejam eles bilaterais ou multilaterais. É professor de Economia Internacional e Comércio Exterior.

Participação em entidades internacionais:  Presidente do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) das Nações Unidos para o período de 2019/2020. É membro do Conselho, porém desde 2017.  Presidente e fundador da organização mundial de fibras naturais (International Natural Fibres Organization – INFO) que reúne 16 países produtores de fibras naturais (sisal, juta, coco, abaca e kenaf) com atuação junto a organismos internacionais.  Representando, como Delegado, o governo brasileiro em 22 reuniões internacionais sobre fibras naturais no grupo (Intergovernamental Group on Hard Fibers IGGHF/FAO/ONU) composto por 154 países produtores e consumidores de fibras naturais desde 1972.

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